quinta-feira, setembro 14, 2006

    Benfica

    Um ponto arrancado fora na 1ª jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões não deixa de ser um bom resultado.

    E pronto, assim terminam as boas notícias.

    Seguem as más:

    O Benfica continua a jogar muito mal. Não há ligação entre os sectores, ou pelo menos entre aqueles que se encontram mais próximos uns dos outros. Da defesa para o ataque por exemplo até vai havendo conectividade, mas devido à distância que os separa raras vezes a transmissão chega em perfeitas condições ao lado de lá. Dificilmente deixo de atribuir culpas por este (miserável) estado de coisas ao treinador da equipa. E tenho cá para mim que o próprio F.Santos também se vai apercebendo dessa situação. Ontem, para o confirmar, só mexeu na equipa quando estávamos com 80 minutos decorridos, e pese a péssima exibição da equipa até então. Se isto não é uma clara demonstração de ter a noção de que mais vale mexer pouco para não estragar (ainda mais) o que se passa lá dentro, então não sei o que é.

    É impressionante como o Nuno Assis (e aqui peço desculpa por personalizar a critica, porque a bem dizer não há nenhum jogador que a não mereça) consegue concluir o encontro sem ser substituído. Não menos interessante (eu disse “interessante”?!?) é o facto de um jogador que fez o 1º jogo da época (contando igualmente com os amigáveis da pré-época!) e que nítida e necessariamente está longe do que pode e sabe fazer, se tenha mantido em campo até à altura da tal primeira (e única pois a de Fonseca com 90 minutos decorridos entra directamente para a secção “Gozar com quem trabalha”) substituição.

    A única situação de perigo, leram bem, única, que o Benfica criou, ou melhor, que um dos seus jogadores criou pois não se tratou de uma jogada colectiva, provocou nos jogadores um sentimento de terror indisfarçável (afinal, era possível ganhar o jogo!!!) pois daí em diante a resposta foram sucessivas trocas de bola entre Luisão, Ricardo Rocha, Petit, Katsouranis e Quim. Parecia o Paços de Ferreira a jogar no terreno de um dos “grandes”. Miserável.

    Nunca consigo desejar a derrota do Benfica, até porque me conheço bem e sei quais as minhas reacções imediatas (que chegam a durar cerca de 12 horas) a um resultado desses, mas quase (quase…) que seria bem feita se os dinamarqueses viessem a vencer a partida, com um golo marcado mesmo sobre o apito do árbitro.

    Enfim, cá vamos seguindo a triste sina de não conseguir construir um modelo de jogo que, à parte os resultados, possa dar prazer aos adeptos que assistem à partida. Do mal o menos, dirão os resultadistas, entre os quais infelizmente eu me incluo, desde que se vá ganhando…

sexta-feira, setembro 01, 2006

    Cumprindo a promessa de não falar do caso que vai ensombrando o futebol português

    Cá para mim ainda vamos chorar muito a saída de cena do Luis Figo. É só um pensamento, nada mais que isso. Nem é tanto devido à valia, imensa, do jogador do Inter de Milão, até porque dA falta de extremos não nos podemos nós queixar, é mais pela falta de um guia espiritual (chamemos-lhe assim) quando as coisas correrem menos bem. Juventude sim, pois é ela o futuro (e aqui está o chavão do dia), mas se não há um apoio estratégico de jogadores mais experientes, então ao menor desaire corremos o risco de não conseguir dar a volta à questão. Curiosamente, ou melhor, curiosamente não, coincidentemente, no Sporting CP poder-se-á passar a mesma coisa, e será sem espanto que hoje iremos assistir à estreia (ou quase) internacional de vários jogadores…do Sporting. Provavelmente até irão marcar a próxima década do futebol português, especialmente Nani e Moutinho já que quanto ao Carlos Martins continuo a colocar algumas reservas, mas a questão que coloquei mais acima não pode deixar de afligir a todos os que seguem a nossa selecção. Com Scolari, aposto, à cabeça.

    Para hoje, e quarta-feira, não me admiro que Portugal jogue assim:

    Ricardo, Paulo Ferreira, Meira, Carvalho, Caneira; Costinha, Tiago, Moutinho, Nani, Ronaldo, Gomes.

    Algumas notas finais em relação a alguns destes jogadores: Paulo Ferreira continua a ser um dos meus ódios de estimação. Talvez devido ao valor exorbitante, e nitidamente inflacionado, estupidamente inflacionado diria eu, pelo qual foi vendido ao Chelsea, a verdade é que aos meus olhos o defesa direito ex-Vitoria Setubal e FCP ainda é pior do que faz por demonstrar sempre que joga. Agora até dei para embirrar com a maneira dele correr, já nem falo dos cruzamentos ou dos passes. É regular, é o maior elogio que lhe podem fazer os seus defensores. Só digo isto, com Miguel em forma (e Nelson, já agora) o Ferreira nem um lugar entre os convocados merecia. Depois, Caneira, sempre defendi ser completamente contra as adaptações de jogadores, e muito menos em selecções nacionais onde as opções de escolha são às dezenas, mas infelizmente parece que virou cátedra adaptar centrais a laterais. E nem aceito que alguém me faça o reparo de acabar de defender que um Miguel em forma é a melhor opção para a lateral direita do nosso melhor 11, para pouco depois dizer que para a esquerda, e para os restantes lugares em geral, só admitir reposicionamentos de jogadores em última instância. Isto porque Miguel é hoje em dia melhor lateral direito do que alguma vez foi, ou poderia almejar a ser, extremo. Já Caneira, ou Ricardo Rocha já agora, entra pelos olhos dentro que não são, nunca foram, e jamais serão, defesas laterais.

    No meio só aceito que Costinha seja titular devido à questão da falta de liderança de que a equipa poderia evidenciar no caso de ser substituído por outro jogador. Se bem que com Petit disponível, talvez não se perdesse nada em fazer essa alteração. O que não colhe, penso eu, é actuarem os dois juntos. No que diz respeito ao médio contratado pelo Atletico Madrid, não sendo uma irritação tão grande como a que me move contra o Paulo Ferreira, Costinha e os seus lapsos momentâneos também já atingem uma escala engraçada no barómetro que mede o meu stress quando vejo jogos de futebol. Depois, Tiago tem que começar a pensar em assumir uma posição-chave no plantel da selecção portuguesa (é mesmo assim) se não quer perder novamente o comboio, como aconteceu no último mundial.

    Quanto aos putos novos já falei, e embora ao Moutinho ainda pareça faltar aquele extra que, a ser adquirido, o tornará um dos melhores entre os melhores, e a Nani outro tanto, já Carlos Martins, bem, vamos ver. Não esquecer igualmente que ainda faltam Simão e Quaresma, os prováveis titulares, ou pelo menos directos competidores com Cristiano Ronaldo caso este não venha a ser definitivamente adaptado a avançado, solução já testada anteriormente pelo Scolari com resultados prometedores. E sobram Nuno Gomes, Postiga e Hugo Almeida. Parece que é o benfiquista que parte à frente mas se o agora jogador do Werder Bremen evoluir ao nível mental (a haver uma escola que o proporcionasse, inscrever-se-ia também o Carlos Martins), então não me admirava nada que fosse ele a próxima “big thing” (em vários aspectos, a começar no físico) de Portugal.

Cell Phone

Powered by Blogger