quarta-feira, agosto 23, 2006

    Rapidamente, antes do jantar

    Caso Simão se mantenha, situação que me continua a levantar algumas dúvidas, e a contratação de Miguelito se confirmar, teremos potencialmente a melhor equipa dos ultimos 10/12 anos (desde a célebre final da Taça de Portugal com o Boavista, 5:2).

    Resta saber qual a percentagem de potencial é que será transformada em realidade. Feliz ou infelizmente cumpre ao treinador saber espremer a fruta que lhe deram (sem conotações sexuais por favor, há crianças que leêm o blogue, e se não há, devia de haver), sendo que nesta altura o mais fácil seria fazer um trocadilho com a laranja agridoce que encaminhamos para o PSV, mas vou me abster de fazê-lo.

    O que é certo é que com uma frente de ataque composta por Simão, Miccoli, Rui Costa e Nuno Gomes, devidamente protegidos por uma dupla de médios que parece apostada em colocar em prática aquilo que um dos seus elementos em conjunto com outro que se prepara para sair (M.Fernandes) não conseguiram fazer sempre que chamados a actuar em conjunto, ou seja, ao invés de jogarem lado a lado, formarem um bloco mais amplo e portanto com outra abrangência, talvez se consiga ultrapassar o facto de não existir uma 2ª linha verdadeiramente consentânea com a qualidade do onze base.

    O 12º jogador esse está encontrado, renovou mais uma vez o cativo e ontem apresentou-se pronto para o que desse e viesse. Felizmente veio quase tanto como o que se deu. Talvez no domingo a conta corrente comece a ficar mais equilibrada.

quarta-feira, agosto 16, 2006

    E depois de 90 minutos de "futebol"...

    ... a minha conclusão é esta:

    Esta época o Benfica não tem 2ª linha. Passa directamente da 1ª para a 3ª.

    Na restante actualidade desportiva (esta foi à "Telejornal"), Jesualdo Ferreira está a caminho do FCP e o Boavista esforça-se por fazer o papel de virgem ofendida. O pior é que João Loureiro parece ter tanto jeito para actor como tinha para cantor.

    Do lado do Porto, não deixa de ser uma aposta de risco, mas a ida do ex-técnico do Sp.Braga estava na calha, pois os elogios de Pinto da Costa sucediam-se e não era dificil antever que quando (e a substituição da palavra "se" pela palavra "quando" não é inocente neste contexto) Adriaanse fosse à sua vida, se iriam abrir novamente as portas de um grande para o Professor Jesualdo. Que terá aqui a prova dos nove como técnico. Com 60 anos, penso que ninguém no seu bom juízo pode ficar surpreendido com a decisão de abandonar um clube ao qual havia acabado de chegar, para poder aceder a um convite do actual campeão português. Quem sabe se ele voltaria a ter uma oportunidade destas? Até porque o sucesso à frente do 2º clube da cidade do Porto não era garantido...

    No futebol internacional, a notícia mais caricata, pelo menos aos olhos dos portugueses que se confinem geralmente ao futebol praticado neste cantinho à beira mar plantado (ao tempo que estava para utilizar esta expressão), é a suspensão de 2 jogadores do Manchester United, por 3 jogos, devido a expulsões ocorridas num encontro...particular. Contra mim falo, mas ainda tenho bem presente a entrada de Paulo Jorge ao joelho de João Alves, fazendo com que este estivesse várias semanas sem se poder treinar, e cujo efeito em termos práticos foi somente esse. Para o ex-boavisteiro, nada. O que quer dizer que será uma questão de tempo até voltar a prevaricar.

terça-feira, agosto 15, 2006

    Mourinho, vida sem bola, o que é que eu vou jantar hoje?

    Dono de um mau perder de fazer inveja a qualquer McEnroe desta vida, à medida que a idade avança as derrotas deixaram de afectar somente a cabeça para passarem a dirigir-se igualmente para o aparelho digestivo. Uma das soluções encontradas foi a cuidadosa selecção gastronómica em dias de jogos e a ingestão de um chá à base de ervas relaxantes a poucos minutos do início dos mesmos.

    Por vezes adiam-se as refeições e não poucas vezes o travesseiro é o melhor conselheiro, para esquecer as incidências do dia, e o facto de o estômago continuar vazio. "Dás demasiada importância a um simples jogo", ou, "Eles é que ganham o dinheiro", ou ainda, "Qualquer dia dá-te um ataque cardíaco", são palavras ditas com o maior carinho mas que não passam de um mero zumbido, tão inútil quão desgastante (sobretudo pela repetição), nos ouvidos de quem está preocupado com matérias muito mais transcendentes do que a simples manutenção da sua saúde.

    É portanto irónico, e talvez revelador de um certo traço de personalidade, que demonstre tão pouca simpatia pelos sentimentos do melhor treinador português de todos os tempos quando a sua equipa não ganha. Não cumprimenta o treinador adversário? Tenta vencer por todos os meios (dentro da legalidade!) ao seu alcance? Fica pior do que estragado quando perde? Haverá muitos que atirarão a primeira pedra, mas esta não será lançada por uma das mãos cujos dedos se esforçam neste momento para debitar o maior numero de palavras o mais rapidamente possivel, para irem tratar do jantar (leve, levezinho) o quanto antes. Não! Eu, limito-me a ficar satisfeito por alguém que não sabe perder (sentimento natural e justificado como já disse) mas que, sobretudo, não sabe ganhar (este sim, um pecado mortal), ter sido derrotado.

    Já de saída, uma palavra para a luta renhida pela conquista do título de campeão da pré-época, entre o SCP e o Sp.Braga. O clube de Alvalade tem um teste decisivo com o Inter, bastando-lhe um empate para assegrurar o título, mas o homónimo bracarense tem surpreendido pela rápida assimilação dos novos conceitos inerentes à mudança de técnico. Que inveja...

quinta-feira, agosto 10, 2006

    Pensamentos diversos

    Ultrapassadas que estão as necessárias 48 horas após o final do primeiro jogo oficial de Fernando Santos como treinador do Benfica, posso finalmente debitar meia dúzia de palavras sobre esse e outros assuntos de somenos importância.

    Estou em crer que os problemas com os quais o futebol do (meu) clube da Luz se tem debatido são mais profundos do que meros números que servem para nós, os teóricos, demonstrarmos que o "x" serve para outras coisas além de operações de multiplicação.

    4x4x2 / 4x3x3 / 4x1x4x1, tudo isto merece ser relativizado perante a falta de dinamismo, a pouca cultura táctica, a parca condição fisica, o inexistente domínio dos três parâmetros essenciais para aquilatar a valia de um jogador: passe, recepção e remate; que os jogadores do Benfica, dirigidos pelo Engº Fernando Santos, têm feito por exibir sempre que foram chamados a actuar. Não se pense no entanto que mora no banco o único culpado pela crise exibicional (só o Benfica para, decorridos 90 minutos da época já estar mergulhado numa qualquer crise), pois a própria observação do plantel, nomeadamente o(s) responsáve(l)is pela sua constituição, permite-nos verificar várias inconsistências que verão necessariamente a luz do dia assim que começarem as lesões, os castigos e as baixas de forma de jogadores que não têm concorrência dentro do grupo.

    É inadmissível, e nada me move contra estes jogadores em concreto, que Manu e Paulo Jorge sejam lançados às feras, queimando etapas que lhes poderiam ser bastante uteis no futuro, porque...simplesmente não existe mais ninguém que faça as vezes de médio ala entre os vinte e poucos jogadores do plantel. Bem, existe Marco Ferreira, mas não iremos por aí pois pretendo manter um certo nivel no post. Se, e estes "ses" são condicionantes que pouco me agradam, Simão ficasse e eventualmente se avançasse para a aquisição de um lateral esquerdo que fizesse concorrência ao trintão Leo, talvez se pudesse exigir mais a Fernando Santos (do qual eu, como muitos benfiquistas que conheço, não sou particular fã), mas se tal não suceder, o que neste momento é a hipótese mais verosímil, então haverá sempre um escape para o treinador descartar responsabilidades nos eventuais insucessos da equipa. Isto já para não trazer à colação o velho chavão de "A equipa está a ganhar automatismos" que serve para os primeiros 4/6 meses.

    Felizmente saiu em sorte um adversário acessivel e, por incrivel que pareça, as hipóteses do Benfica passar à fase de grupos da Champions ficou reforçada depois do jogo de terça-feira. Uma atenuante chegou entretanto no dia seguinte com a derrota do Valência (querido inimigo de muitos benfiquistas após os casos Miguel e mais recentemente Simão) no campo de outro clube austríaco e com as inesperadas dificuldades de outros grandes europeus em fecharem a eliminatória no jogo da primeira mão.

    Adiante.

    Não tenho visto em pormenor os jogos dos outros grandes, mas do que vi até agora parece-me importante salientar que estão ambos uns bons passos à frente, com especial destaque para o Sporting de Paulo Bento. O ex-internacional português está a sair melhor que a encomenda e pode ser que os dirigentes sportinguistas tenham acertado na mouche quando se decidiram pela prata da casa quando Peseiro foi despedido. Impossivel não traçar um paralelismo com o que se passa actualmente no Porto, onde outro ex-jogador do clube, Rui Barros, se encontra interinamente a substituir o furacão Co. E será que estes pensamentos não passarão também pela cabeça de Pinto da Costa neste momento? Solução mais barata não existe e de antemão não é garantido que além de pouco dispendiosa também não se viesse a revelar vitoriosa.

    Ainda relativamente ao clube de Alvalade (e repare-se no esforço tremendo que eu faço para não repetir a forma como menciono os clubes ou mesmo os treinadores, isto revela trabalho de casa) é da mais elementar justiça realçar a continuidade da aposta em jogadores da cantera, o que pode ajudar a explicar uma espécie de entreajuda, de identificação (porque não?) com o clube, e aqueles 10% a mais que por vezes podem fazer a diferença entre um empate ou uma vitória. Excesso num lado, ausência completa do outro, e é aqui, nesta mão, que se encontram algumas das pedras que tenho para atirar aos dirigentes do outro clube da 2ª circular (cá está mais um exemplo).

    Se a palavra "excesso" aqui mais acima, foi ou não bem empregue, é o que os resultados que o Sporting (agora foi impossivel fugir) vier a alcançar, ajudarão a definir. É que ganhar jogos é uma coisa, vencer campeonatos é outra, bem diferente. E convém não esquecer que, pese os niveis de pressão não poderem ser comparados, o clube não vence títulos há mais tempo do que os (in)felizes detentores da primeira crise da época.

    Que entretanto foi copiada, com pormenores mais burlescos, pelo Porto. Vencedor da dobradinha, detentor (no mínimo) de um dos plantéis mais valiosos do futebol português, e quando tudo parecia encaminhado para um longo período de acalmia após a sucessão de disparates que se seguiram às recentes conquistas europeias do clube, cá está uma laranja indigesta como sobremesa da dobradinha. O cozinheiro? Um deles foi indiscutivelmente Pinto da Costa, resta saber se terá desempenhado o papel de ajudante ou o de chef principal neste petisco que ficará para ser degustado pelo substituto. A pré-época e as principais directrizes que foram utilizadas para definir o actual plantel do clube foram deitadas às malvas, isso é garantido.

    Termino com uma pergunta de retórica que diz respeito ao futebol internacional: O que é que o Moratti está a tentar fazer? Se a pergunta não prescindisse de uma resposta, seria de bom tom incluir o presidente do Inter como destinatário da missiva, porque, mais do que ninguém, parece-me a mim que é ele quem precisa ser elucidado.

segunda-feira, agosto 07, 2006

    Noticia-choque

    Hittler não morreu e ainda se encontra vivo, algures na Áustria, onde leva uma vida pacata em conjunto com o seu amor de sempre, Eva. Tornou-se um filantropo das artes e é protegido pelo governo austríaco devido ao dinheiro que, dizem as más linguas, faz entrar nos cofres do Estado através da sua fundação, a "Adolf Hittler is not dead foundation".

    O Homem não chegou à Lua em finais da década de 60. Tudo foi uma montagem muito bem urdida, por forma a que os americanos vencessem a guerra espacial que nessa altura os opunha aos soviéticos. Ainda hoje se sucedem as tentativas de alcançar esse desiderato, mas a maior evolução registada são os detalhes usados para manipular as imagens, havendo mesmo quem defenda que o dinheiro gasto anualmente pelo estado norte-americano para fingir viagens bem sucedidas ultrapassa em larga escala os orçamentos dos três maiores estudios de Hollywood.

    El Rei Dom Sebastião regressou mesmo e, não se podendo negar que no dia em que reapareceu estava de facto uma neblina matinal, que no entanto rapidamente se desvaneceu, ainda hoje se esconde este acontecimento do comum dos mortais por receio de que o corte de cabelo francamente desajustado para um salvador da pátria e um jeito meio efeminado de pedir "Uma bica cheia" se viesse a tornar a estocada final no já demasiadamente martirizado povo português.

    Fernando Santos sabe o que está a fazer e os ultimos jogos do Benfica nesta pré-época limitaram-se a fazer parte de um conjunto de bluffs que o Engenheiro planeou em conjunto com José Veiga por forma a levar a crer os próximos adversários do clube português que isto são favas contadas e surpreendê-los com a aparição, já amanhã, do futebol mais extraordinário de que há memória nos compêndios do futebol à escala planetária.

    Fora de brincadeiras francamente parvas, este blog está de volta e a Internet nunca mais vai ser a mesma.

Cell Phone

Powered by Blogger