quinta-feira, maio 11, 2006

    Elogio póstumo, elogio actual, Rochemback, desculpas públicas

    A transfiguração facial de um adepto do Sevilha durante a realização da 1ª final europeia de 2005/06, insistentemente focada pela excelente realização da transmissão televisiva, devia constar num qualquer compêndio no qual se faria por comprovar o porquê deste desporto levar à loucura milhões de fãs em todo o Mundo.

    Dificil não ficar emocionado com a alegria desse adepto, o qual pode personificar qualquer um de nós, adeptos de um clube, quando vê a sua equipa atingir um título inédito na história do clube, e foi assim mesmo que fiquei ontem enquanto assistia à entrega da Taça UEFA aos jogadores do Sevilha e num canto da televisão surgia a festa dos adeptos sevilhistas numa qualquer praça da cidade espanhola onde se tinham juntado vários milhares de adeptos para assistir ao jogo.

    O jogo de ontem serviu também para vários jogadores darem o grito de emancipação futebolística. Acima de todos, Maresca. O centrocampista italiano, que após alguns jogos muito promissores nos seus primeiros tempos de Juventus não deixou de me provocar um sentimento de desilusão quando foi parar a um clube de 2ª linha do campeonato espanhol, parece apostado em mostrar que com 25 anos feitos ainda vai muito a tempo de se afirmar como um dos valores seguros do futebol europeu. Ontem, no duelo com Rochemback e Boateng, levou claramente a melhor e terá passado sobretudo pelo jogador italiano e pelas descidas de Daniel Alves, devidamente apoiadas pelo pequeno e rápido Jesus Navas, a superioridade espanhola verificada no resultado final.

    Não quero no entanto esquecer de dar a devida importância à táctica suicida de McLaren que, qual Director Técnico de uma equipa de F1 que mesmo sabendo que os seus carros estão com falta de gasolina diz aos condutores para carregarem no acelerador, jogou a última meia hora de jogo com quatro avançados, mesmo que dois deles partissem de posições exteriores e se pôs desta forma a jeito para ser cilindrado por uma equipa que não pode nem deve ser comparada a qualquer equipa romena ou suiça.

    Além de ter sido poupado à expulsão, o que seria um castigo talvez excessivo para um jogador que juntou a goleada de ontem à agonia da derrota da época passada realizada precisamente no estádio do clube cujas cores defendia na altura, penso que passou também pelo sub-rendimento do brasileiro parte da culpa do Middlesbrough ter perdido ontem. Não que eu pense ser ele o maior culpado da situação, já que cedo se viu entregue ao disparate quando o treinador (re)começou a louca roda-vida de entrada de atacantes por jogadores de mais contenção, além de não podermos esquecer a grande penalidade que o árbitro se esqueceu de apitar quando Viduka (outro dos culpados pelo nulo da equipa no fim do jogo) foi nitidamente carregado na àrea quando a vantagem espanhola ainda se cingia ao golo marcado pelo ex(?)-fabuloso.

    Ficou igualmente por provar o motivo pelo qual Van Basten prefere Boateng a Seedorf. Mas isso serão contas de outro rosário e talvez as razões sejam mais obscuras do que a directa comparação entre o valor futebolistico dos dois jogadores pode dar a entender. Eu disse "talvez"?

    Por terras lusas, ou melhor africanas, o Benfica vai fazendo o fim de festa ("festa" AH AH), enquanto por cá os adeptos e os jornalistas, ou melhor os jornalistas e os adeptos, vão tentando adivinhar o sucessor de Koeman no comando técnico dos encarnados. Por mim e seja qual for o nome do chosen-one já decidi que mais do que traçar perfis ou lançar expectativas tantas vezes originadoras de decepções futuras, estarei de olhos bem abertos para saber se a mudança de técnico será a única das alterações propostas pelos gestores do futebol benfiquista para eliminar tudo aquilo que correu menos bem na época seguinte à da conquista do campeonato. Se assim for então ficaremos a saber duas coisas: 1- na opinião da dupla V&V residia no técnico holandês a origem de todos os males; 2- têm a inteligência dos adeptos benfiquistas em pouca conta .

    Badabing, um dos membros fundadores deste blog, decidiu deixar de nos deliciar com os seus textos. A falta de tempo foi a razão invocada, e não admito que comparem esta explicação às decisões meramente familiares dos técnicos que abandonam os clubes no final da época e optam por este discurso para esconder outros motivos, menos confessáveis à opinião pública. Não, neste caso foi mesmo a falta de tempo. Obrigado Badabing, terás a porta entreaberta para regressares quando quiseres/puderes.

    urra...apre merece os encómios actuais por ter posto mãos à obra e desta forma ter alterado alguns pormenores, bem importantes na minha óptica de leitor (sim que eu sou um ávido leitor de tudo o que escrevo), na estrutura deste blog. Agora só falta me (nos) presentear com um escrito relativamente longo e abrangente sobre o futebol mundial.

    As desculpas ficam para o fim, espero conseguir resolver em meados do próximo mês a falta de tempo com que me tenho deparado nas últimas semanas e que me têm impedido de escrever sobre vários assuntos sobre os quais tenho opinião (Paulo Bento, Adriaanse, Ginola, Bergkamp, Borussia Monchengladbach, etc) , pelo que mais do que eliminar este blog dos favoritos aconselho a que fiquem com ele debaixo de olho porque ele tem tudo aquilo que os grandes blogs mundiais têm, ou então simplesmente por uma questão de caridade.

1 Comments:

Blogger urra...apre said...

Sempre a bombar, já sabes superman! :))

9:28 da tarde  

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