segunda-feira, fevereiro 27, 2006

    Laranja agridoce

    Ambiente efervescente ontem na Luz, com perto de 60 mil pessoas a receberem o campeão nacional e o actual líder num jogo que poderia ser de despedida oficial no que às ambições de revalidação do título diz respeito. Nenhuma surpresa na forma como as equipas encararam a partida com Koeman a colocar de inicio a equipa do povo, entrada de Karagounis incluída, e Adriaanse a manter-se fiel aos seus principios com a constituição da equipa do Porto a não depender do adversário que iria defrontar.

    No Benfica, e correspondendo ao acima enunciado, notou-se a preocupação de não dar espaços aos jogadores potencialmente mais perigosos/influentes do Porto: Manuel Fernandes a ocupar-se de Lucho, Alcides e Leo a apostarem na antecipação para pararem Ivanildo e Quaresma. Lá atrás a opção por uma táctica de risco com Luisão e Anderson muitas vezes a jogarem em 2x2 contra a dupla avançada do FCP. Do lado contrário, Paulo Assunção assumiu a sua posição híbrida que o obriga a ser médio quando a equipa tem a posse da bola e central quando é o adversário que a tem. Como está provado e comprovado, com este tipo de postura a equipa ganha em termos de transição defesa/ataque, devido à qualidade de passe e transporte de bola que o brasileiro tem quando comparado com a maior parte dos centrais, Pepe obviamente incluído. No meio Raul Meireles e Lucho Gonzalez com este ultimo a ter funções de vagabundo no meio campo defensivo do Benfica, e como são espectaculares as movimentações do argentino quando vistas ao vivo, ladeados pelos extremos Quaresma e Ivanildo, bem abertos nas alas. Na frente a dupla do costume, Adriano e o sul-africano McCarthy. Sem poder contar com os desiquilibrios de Quaresma, muito bem marcado por Leo, que só apareceu quase no fim da 1ª parte com uma das suas movimentações habituais quando aparece na esquerda do ataque (onde também foi bem marcado por Alcides), ou seja a flectir para dentro e a procurar o remate no enfiamento da quina da grande àrea almejando o ângulo superior esquerdo da baliza. Na frente Adriano procurava recuar mais do que McCarthy e tabelar com os médios, nomeadamente Lucho, mas levava sempre consigo Anderson ou Luisão que preferiam, e bem, acompanhar as movimentações dos avançados seguindo-os bastas vezes ao meio campo, vencendo desta forma a inércia do lugar e evitando as situações de 1x1 com o adversário de frente para a baliza e com a bola dominada. Do lado dos homens da casa, Karagounis emprestava maior posse de bola ao conjunto, pese ter protagonizado no geral uma exibição algo descolorida, quando comparada por exemplo com alguns jogos em que entra já no decorrer dos mesmos. A diferença esteve contudo na superior exibição de Manuel Fernandes que além de ter protagonizado o duelo da noite com Lucho, vencendo-o aos pontos, ainda teve liberdade/disponibilidade fisica para surgir a apoiar a troca de bola ofensiva do conjunto sempre que possivel no meio campo defensivo do Porto. Esta ultima constatação ganha maior relevância quando pensamos que, e ontem não foi excepção, algumas vezes o Benfica parece desconhecer que posse de bola ofensiva é uma coisa, posse de bola defensiva é outra e bem diferente. Saliento-o porque tenho reparado que por vezes surgem passes laterais ou recuados que poem o jogador ao qual a bola se destina em dificuldades, e por consequência podem trazer dissabores à equipa. Ora, se um passe vertical ofensivo ou lateralizado que seja, mas efectuado para lá da linha do meio campo, acarreta perda da posse de bola mas a segurança de haver largos metros para percorrer até a nossa baliza, obviamente se isso suceder logo no inicio da transição defesa/ataque, o perigo é inversamente proporcional à distância a que estamos da baliza do adversário. Tenho para mim que este procedimento já se encontra tão interiorizado por alguns jogadores que terá mesmo custado um possivel segundo golo no jogo de terça-feira pois Petit quando se viu isolado perante Reyna nem assim perdeu a tendência de dar um passo atrás e procurar em primeiro lugar a segurança(?) ao invés de procurar o golo. Claro que quando se apercebeu da situação, isto é com zero adversários entre ele e o guarda-redes contrário, já era tarde demais.

    Voltemos no entanto ao jogo de ontem para falar no momento que o marcou: o golo de Lauren Robert. Embora seja impossivel deixarmos de atribuir culpas a Vitor Baía, em primeiro lugar devido à distância a que a bola foi batida e em segundo por ter prescindido de barreira, há que dar mérito ao remate do francês. No estádio e mal a bola saiu do pé de Robert parecia que se encaminhava, muito lentamente, para a linha de fundo, e só quando bateu no chão, já muito perto do guarda-redes internacional português, deu para perceber o destino dela. Tarde demais para Baía que acaba por não sair muito bem na fotografia. Mas estou certo de que o efeito posto no remate, o que com as bolas actualmente usadas ganha outra importância (vide golo de Juninho no recente Psv vs Lyon), teve a sua quota-parte de mérito. Foi do minuto 40 ao minuto 45 que o jogo atingiu o zénite com o FCP a responder ao golo sofrido com uma oportunidade flagrante, talvez a melhor que teve durante todo o jogo e isto quando tinha apenas 2 avançados em campo, tendo no entanto McCarthy desperdiçado a mesma com um remate fraco e à figura após uma bela movimentação que o libertou da marcação de Anderson. De seguida ripostou o Benfica com Simão a isolar Nuno Gomes tendo este feito ainda pior que McCarthy, não conseguindo sequer atinar com a baliza.

    Chegou-se assim ao intervalo e na 2ª parte previa-se que, e a não ser que o empate surgisse relativamente cedo, Adriaanse começasse a meter a carne toda no assador, situação tão do seu agrado. Notou-se tambem que o grego Karagounis já não demonstrava a mesma desenvoltura que mesmo assim apresentou no 1º tempo e seria uma questão de tempo até entrar o mal amado/incompreendido Beto. No entanto estive sempre mais ou menos seguro de que Koeman só mexeria na equipa após Adriaanse. Devo dizer igualmente que o 1:0 final deixou sempre antever uma possivel reviravolta no marcador, mas mais do que elogiar a pressão ofensiva dos forasteiros ou as oportunidades de golo por estes criadas, penso que se deveu mais à inépcia benfiquista em aproveitar os imensos espaços livres que Meireles, Assunção e Lucho deixavam nas suas costas. Na verdade Pepe, Bosingwa e Emanuel foram várias vezes apanhados numa situação de 3x4, mas a deficiência no penultimo passe (é que nem chegavam ao ultimo) nomeadamente de Nuno Gomes e Simão impediu que o resultado se avolumasse. A 20 minutos do fim chegou então a altura do treinador do Porto demonstrar à saciedade que não há teoria mais correcta do que aquela que defende que não é por se ter muitos avançados que se marcam golos. Lisandro, Jorginho e Hugo Almeida pouco vieram acrescentar ao jogo e Adriano e Quaresma desapareceram completamente do jogo talvez em consequência destas alterações. O jovem internacional português viria mesmo a ser substituído o que, apesar de se compreender em virtude do jogo apagado que foi obrigado a fazer devido às marcações a que foi sujeito, acabou por retirar da partida o jogador azul e branco mais propenso a tirar da cartola um coelho que acabou mesmo por ficar na cartola do treinador holandês do FCP. No Benfica sucedeu precisamente o inverso, com Koeman a fazer substituições nitidamente defensivas, conseguindo terminar o jogo sem nenhum avançado e com 3 defesas centrais. Não é que discorde destas alterações até porque havia que marcar a maior parte (já nem digo todos) dos avançados que o Porto tinha em campo nesta altura, mas penso que, nomeadamente Marco Ferreira, poderia ter sido preterido em favor de Manduca. É que com o 2:0 evitar-se-iam os sobressaltos provocados pelas bolas bombeadas para a àrea que poderiam ter redundado num empate, que me pareceria francamente injusto, ao cair do pano caso McCarthy não quisesse mais uma vez explicar porque é que esta época só leva 1 golo marcado no campeonato. O campeonato está assim relançado, o Sporting pode ter sido beneficiado desta ronda, assim consiga vencer os dragões no jogo que ambos vão disputar em Alvalade. E não esquecer igualmente o Sp. Braga que em caso de vitória no jogo de hoje volta a ultapassar o Benfica e a aproximar-se do Porto. Quanto ao Benfica continua muito distante da liderança e só será campeão se continuar a vencer os seus jogos e os adversários perderem pontos em jogos nos quais são teoricamente favoritos. Tendo em conta a história dos ultimos campeonatos, que este parece continuar, não será uma situação de todo impossivel.

    Melhor em campo: Manuel Fernandes (e disse-o antes d'a Bola, tenho uma testemunha que o pode comprovar).

sexta-feira, fevereiro 24, 2006

    Injustiça

    Vou contra a corrente. Acho que o Chelsea fez um bom jogo – dadas as condicionantes: acredito que, a jogar com 11, não perderia o encontro. Como a balança se desequilibrou, os ingleses foram derrotados mas deixaram uma boa imagem e estiveram tão perto do 2-0 como, mais tarde, o Barcelona do 1-3. Vejamos, quase toda a 1.ª parte: 11 contra 11, jogo equilibrado, tanto o Chelsea como o Barcelona à procura de espaços nas áreas adversárias; poucas ocasiões – e as que existiram, divididas para os dois lados; Ronaldinho e Eto’o, autênticas nulidades; e só Messi provocava situações de claro apuro. Até que... Hauge comete uma injustiça – expulsa (mal, na minha opinião) Del Horno e desequilibra a balança. Ok, existiram dois pénaltis a favor do Barcelona. Mas convenhamos que jogar com menos um perante o Barcelona e, depois, não ver Puyol (nem Oleguer, já agora) expulso(s), permite que Mourinho se queixe da arbitragem. No seu estilo fanfarrão, ok, mas tem as suas razões (ou não?). A jogar 10 contra 11, todo o segundo tempo, se me permitem, muito jogou o Chelsea. Sendo o Barça uma equipa de posse e toque, vimos os jogadores do Chelsea a correr por todo o campo, nunca parando. No início da 2.ª parte entraram de forma perfeita, pressionaram e marcaram. Mais, estiveram por duas vezes perto do 2-0 – especialmente naquele remate do Drogba. Aí sim, o esforço-extra causou desequilíbrios – aproveitando o cansaço e a “liberdade” de jogar com mais um, só aí o Barça cresceu como equipa e, durante 10/15 minutos, foi demolidor, estando perto de aumentar a vantagem. Mas, uma coisa seja certa, o resultado podia ter terminado 2-5 ou 1-4... como também podia ter terminado 3-0, 3-1, 3-2 ou 3-3. Ocasiões para isso não faltaram. E, pela forma como respondeu ao que o jogo lhe destinou, muito fez o Chelsea – merecia claramente mais e, estou certo, venceria caso o árbitro não expulsasse Del Horno. E, para Barcelona, a minha aposta é... vitória e apuramento do Chelsea.

quinta-feira, fevereiro 23, 2006

    Liga dos Campeões - Oitavos de final

    Jogados que estão todos os jogos da 1ª mão dos oitavos de final da Liga dos Campeões, cumpre identificar os aspectos mais relevantes da jornada dupla iniciada na passada terça-feira. A derrota do campeão europeu em titulo terá sido o resultado mais surpreendente, pese a vitória do Arsenal em Madrid também ter surgido de forma algo inesperada sobretudo se tivermos em consideração o percurso das equipas nas semanas que antecederam o desafio. Na Luz poder-se-á dizer sem receio de ser desmentido que Koeman venceu Benitez mesmo antes do jogo se iniciar. Apostando num meio campo forte de forma a parar, ou diminuir, o maior poderio britânico que costuma assentar em Xavi Alonso, Sissoko e Gerrard, Koeman e o Benfica levaram o encontro para terrenos desconhecidos e pouco frequentados pelo Liverpool na Champions: o ataque continuado, para o qual a equipa não tem muita vocação.

    Depois, após a entrada de Karagounis, chegou a altura da estocada fatal, livre à entrada da área, cruzamento bombeado e a vitória irónica se percebermos que o Liverpool foi derrotado com as suas próprias armas. Daqui a 15 dias se verá se foi suficiente.

    Em Munique o Milão começou por sentir o peso de jogar num estádio onde ninguem tinha escapado incólume anteriormente e o magnifico golo de Ballack veio dar razão a todos os que, como eu, acreditavam nos alemães para vencer a contenda. O empate viria a surgir na sequência de uma grande penalidade após uma daquelas mãos na bola em que se fica a pensar se não foi bola na mão. Lances muito em voga ultimamente.

    O resultado acaba por deixar tudo em aberto para a 2ª mão e pode-se considerá-lo justo já que Shevshenko e Káká conseguiram colocar a defensiva bávara em respeito. Em Milão não jogará Gattuso por ter visto um cartão amarelo completamente escusado. A forma como os milaneses tratarão de substituir o seu cão de fila será provavelmente a chave da eliminatória.

    Em Madrid, Wenger viu Henry esfrangalhar completamente a ténue resistência madrilena. O golo dos gunners já não se usa em alta competição. Logo à 1ª finta o francês deveria ter sido parado. Nem que fosse em falta. De resto veremos se o Real Madrid consegue uma remontada semelhante à que ia alcançando com o Saragoça. Surpreender-me-á bastante se o Arsenal conseguir chegar longe na Europa precisamente no ano em que está de rastos na Premiership. Em Eindhoven o Lyon assumiu o favoritismo e marcou o unico golo da partida na conversão de um penalty de Juninho batido a 35 metros da baliza. Na 2ª mão os franceses irão carimbar a passagem aos quartos.

    Ontem, destaque óbvio para a derrota caseira do Chelsea de Mourinho, após o 50º jogo deste em Stamford Bridge. A expulsão de Del Horno, na sequência de várias jogadas em que o jovem prodígio Messi lhe tinha posto a cabeça em água, desiquilibrou a balança a favor dos espanhois. Mesmo assim não creio que se justifiquem as declarações do técnico português já que foram sonegadas duas grandes penalidades nitidas ao Barcelona. Realçar os primeiros 15 minutos da 2ª parte nos quais os londrinos deram tudo no sentido de alcançar a vantagem. Conseguiram-na, mas a que custo? É que a ultima meia hora foi de cavalgada culé, com Ronaldinho, Deco, Messi e Eto'o a subjugarem por completo o meio campo e defesa inglesas. Terminou 1:2 como poderia ter terminado 2:5 ou 1:4. A eliminatória não está ganha mas neste momento atribuo 65% de favoritismo ao Barcelona. No Weserstadium o Werder conseguiu um feito que poucos lhe creditariam antes do inicio da partida: vencer o campeão anunciado de Itália, a poderosa Juventus. O 3:2 final, com a reviravolta no marcador a surgir nos ultimos 5 minutos (atenção ao ultimo golo e compare-se ao golo de Voeller na final do Mexico '86) e caberá à vecchia signora puxar dos galões e tratar de eliminar os verdes de Bremen em Turim. Estará aqui a grande surpresa dos oitavos?

    Por fim, o Inter que se viu e desejou para sair com as aspirações intactas de Amsterdão. Com 25 minutos decorridos, 2:0 para o Ajax. Na 2ª parte, e comandados por um superior Luis Figo, já que Adriano esteve ausente em parte incerta, o Inter conseguiu o empate que dificilmente será corrigido pela equipa comandada por Danny Blind no Giuseppe Meazza. No Ajax gostei da exibição do argentino Rosales, que chegou a ser dado como provável no FcPorto. Seria uma bela contratação, sem duvida. Em Itália devem regressar Sneijder, Galasek e Pienaar à formação holandesa. Veremos se chega. Em Glasgow o Villareal deu o primeiro passo rumo aos quartos de final.

quarta-feira, fevereiro 22, 2006

    Momento...

    Há momentos únicos. São aqueles que não têm preço, como ontem me dizia, em directo da Luz, por sms, o Super. Eu, em casa (atrasei-me na procura do bilhete e, depois, não tive cunhas suficientes para lá chegar...), dei pulos e gritos de satisfação, mas não é a mesma coisa. Como gostava de lá ter estado... Se lá tivesse estado, poderia ter assobiado o Beto - mas um assobio indirectamente dirigido ao Koeman, que o põe a jogar contra tudo e todos. Se lá tivesse estado, veria um jogo amorfo e fraquinho, no primeiro tempo. O Liverpool a dar poucos espaços e o Benfica sem criatividade para os procurar. Faltava o quê? Faltava um grego com classe mas sem "pernas". Compreendo, a esta distância, que Koeman não opte mais vezes por Karagounis porque ele, simplesmente, não aguenta o ritmo. Nesse caso, sobra o Beto para correr, correr, correr, bater, bater, bater e... correr (na maior parte das vezes mal...). Viu-se no segundo tempo, com o grego, como o Benfica subiu de produção ofensiva, ganhou espaço e faltas... Uma delas permite continuarmos o sonho europeu... É verdade que o Benfica, consciente das suas limitações e defeitos, criou poucas ocasiões. É complicado fazê-lo. Rafa Benitez é uma espécie de Manuel Machado da cena internacional: as suas equipas são práticas e generosas, o seu futebol é mais de combate e o modelo de jogo passa, antes de mais, por defender e só depois atacar. Mas, ontem, o Liverpool defendeu demais... Seria sobranceria? Seria a certeza de que na segunda mão a decisão aparece? Seria muito respeito ao Benfica? Não percebi. O que percebo é que este Liverpool só poderia ter ganho a Liga dos Campeões como ganhou: a defender em 90% das partidas e a atacar em 10% delas... Com o segredo da vitória em casa sobre as equipas inglesas ao seu dispor, Koeman vai ter agora de virar-se para a segunda mão. A receita é óbvia: aplicar o contra-ataque com conta, peso e medida. Defendendo de forma eficaz os ataques dos ingleses (porque o Liverpool vai ter de atacar!) e procurar a contra-ofensiva de forma rápida - essa continua a ser uma das maiores virtudes deste grupo. Temos capacidade para ultrapassar o campeão europeu...

    Oitavos de Final Champions - 2º dia

    Para hoje, o prato principal serve-se em Stamford Bridge, local onde o Chelsea recebe as visitas. Além da qualidade intrínseca das equipas, líderes incontestadas dos campeonatos inglês e espanhol, será o 2º capítulo, e ninguem nos diz que é o ultimo, de uma história que se começou a escrever na época passada. Bem, sem mais delongas vamos ao lançamento dos jogos de mais logo.
    VS
    Futebol-robot versus Futebol-arte. Apesar de os resultados serem parecidos (vitórias, vitórias, vitórias) a forma de lá chegar é bem diferente e está bem documentada. O Chelsea, se me quiserem acompanhar na analogia, é a equipa de futebol mais NBA que existe. Predominam os ataques rápidos, aproveitando a momentânea falta de coesão na equipa adversária, e os lances estudados são bastas vezes a chave para resolver os jogos. Aqui, estejamos a falar de cantos ou livres laterais, são utilizados os bloqueios ofensivos, tão uteis no basquetebol, com o jogador "x" a ser utilizado para permitir a entrada do jogador "y" enquanto impede o jogador adversário de se fazer à bola. Complicado? Atentem na movimentação de Terry, Gallas, Carvalho, Crespo ou Drogba e na diferença para com os restantes peões que se colocam estrategicamente na área para dar corpo ao manifesto. Por vezes dá a sensação de que estamos a assistir a um jogo que já havia sido jogado previamente nos treinos da equipa londrina. Obviamente a denominação que colei ao Chelsea poderá ser entendida como pejorativa e, embora não esconda que há equipas cujo estilo de futebol me atraem mais (Barcelona à cabeça), devo dizer em minha defesa que dependendo da quantidade de bolas directamente lançadas por Carvalho para Drogba, ou seja caso estas não predominem, consigo apreciar o futebol-Mourinho e mesmo aplaudi-lo. Além disso tenho ideia de que um jogo do Chelsea para ser devidamente apreciado deve sê-lo no estádio, onde possamos ver toda a movimentação defensiva da equipa e não estamos limitados pelos olhos da câmara de filmar. O adversário, Barcelona, é a minha equipa-fétiche. Esta é a recompensa há muito aguardada para quem, como eu, era fã do Dream Team de Cruijff, pois surgiu finalmente uma equipa que vestiu o fato de gala arrumado no armário após o adeus precoce de Cruijff das lides de treinador. Hoje sou mais Rijkaard que Mourinho, e creio que o futebol ficará a ganhar se além de dois grandes jogos, no final o vencedor se chamar Barcelona. Como factor positivo, realçar que o unico ausente deverá ser Gallas pois Makalele está a postos e irá jogar de inicio após ter recuperado de uma lesão. No Barcelona não há baixas a lamentar. Dica: Barcelona
    VS
    No Werder Bremen vs Juventus todas as minhas fichas estão no actual campeão italiano. O Werder, 3º classificado do campeonato alemão, joga um estilo de futebol atractivo, para a frente, sendo o seu treinador muitas vezes acusado de algum lirismo pela forma como encara a alta competição. Para este tipo de jogo defendido por Thomas Shaaf (se marcares o 1º, deves buscar o 2º, se estiveres a perder deves buscar rapidamente o empate) não há adversário pior do que a Juventus, treinada por um dos mestres do cinismo competitivo: Fabio Cappello. Apesar de tudo isto, são 11 para cada lado, a bola é redonda, e já não seria a primeira vez que uma equipa alemã, nomeadamente este mesmo Werder Bremen, daria show na europa. De regresso está Miroslav Klose que, com Klasnik, faz uma dupla de respeito. Na Juventus a duvida maior é saber se após o magnifico desempenho dos ultimos jogos, golo espectacular de livre ao Inter incluído, Del Piero merecerá uma chamada ao 11 titular, talvez em detrimento de Trezeguet. Dica: Juventus.
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    O embate menor dos oitavos de final da Champions. Curiosamente, ou não (ou não...), tratam-se de duas equipas que integraram os grupos nos quais estavam presentes as equipas portuguesas na 1ª fase da competição. O Rangers, a fazer uma péssima campanha interna, tem na LC a possibilidade de salvar a época, e para tal deverá fazer uso do tradicional kick and rush que durante a década de 90 foi caíndo em desuso tanto assim que se contam pelos dedos de uma mão (sobrando dedos) as equipas de top britânico que o praticam. Do outro lado estará a equipa mais argentina do campeonato espanhol. Com Riquelme a poder reaparecer após ter estado ausente nos ultimos 2 meses devido a lesão, tambem neste jogo estarão em compita duas formas bem diferentes de encarar o futebol. Como elas se encaixarão uma na outra poderá ser a chave para saber quem passará. Dica: Villareal.
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    Em Amsterdão disputar-se-á um jogo que de certo modo se pode comparar ao Benfica vs Liverpool. O Inter será superior, mas os holandeses podem muito bem vencer a eliminatória caso saibam capitalizar o estatuto inferior com que a iniciam. Além disso, e apesar da carreira relativamente homogénea que está a fazer no campeonato italiano, onde a Juventus continua inalcançável, o Inter não é das equipas mais fiáveis do futebol europeu. Se o Ajax conseguir vencer no seu estádio coloco as possibilidades de ambos em pé de igualdade mas se o resultado variar entre o empate ou a vitória forasteira então o Inter terá carimbado a passagem aos quartos de final. O meio campo do Ajax terá igualmente que lutar para que não se notem as ausências de alguns dos seus pilares habituais pois nem Pienaar, nem Sneijder ou sequer Galasek estarão aptos para o jogo que se irá disputar no Amsterdam Arena. Como mera curiosidade, e quiçá algo mais, atente-se que Luis Figo irá jogar o seu 88º jogo da Liga dos Campeões, mais do que se juntarmos as presenças de todos os jogadores do Ajax na mesma competição... Dica: Inter.

terça-feira, fevereiro 21, 2006

    Revisão, 23

    ESTADO DE KOEMAN - O Benfica entrou, definitivamente, em "Estado de Koeman". Pelo menos nas competições nacionais, porque além-fronteiras o emblema prepara-se para disputar um jogo importantíssimo - amanhã, falaremos dele. Cinjamo-nos apenas aos factos: o Benfica perdeu três jogos em quatro, com um plantel fortalecido pós-pausa de Inverno. O que se passa na Luz? Passa-se que Ronald Koeman, influenciado pela mania das grandezas vindas do topo encarnado, armou-se em teólogo da "rotatividade", esfrangalhando o futebol e a alma encarnada. Chega um, dois, três jogadores, são imediatamente titulares; se jogam mal, saem, voltam os outros mas, a seguir, muda-se tudo porque é preciso mudar tudo. Ora, assim, não há equipa que resista. Depois, o que se pensava ser um reforço em quantidade e qualidade (à excepção de Marco Ferreira) acabou por ser uma desilusão: Manduca e Marcel não servem e Robert é - até ver (e espero que ele hoje me desminta...) - um erro de "casting". Moretto chegou e foi considerado "salvador", acabando por sair Quim - uma opção válida, na altura; mas um erro notável, visto de longe, neste momento. Em suma, ou a equipa entra nos eixos ou... não sobrevive à luta pelo título. E para entrar nos eixos temos, impreterivelmente, que causar uma grande mossa no FCP - em termos desportivos e psíquicos, de forma a podermos recuperar da (enorme) diferença pontual que existe. Será que temos capacidade para isso? O jogo de hoje com o Liverpool também vai trazer luzes em relação a isso... Do lado do FCP, uma semana antes do clássico, há calma e descontracção. Os resultados chegam, depois da táctica e do modelo se impor, aos poucos. Co Adriaanse é teimoso quando pega para um lado, pelo que não se estranhe que aquele 3x1x2x4 entre em campo na Luz. Veremos como se comporta o Benfica... e se Koeman tem capacidade para lhe dar a volta. O Sporting está lá, na luta pelo título. Pode jogar um futebol escasso mas recuperou a "alma" e o sonho. A esperança pode valer-lhe no resto da temporada; com Trap, o Benfica venceu um campeonato assim - com pouca qualidade, mas com união. A EQUIPA - Vit. Guimarães. Finalmente, um ar da sua graça, Vitória! Apoiado por uma massa adepta fascinante, Vítor Pontes e os seus jogadores foram guiados para a vitória pela "alma vitoriana". Era o que faltava: uma resposta em campo para o grupo entrar nos eixos. O Vitória não desce, digo eu. O JOGADOR - Joeano. Desfeita a titularidade de Marcel, havia na Académica um jogador que queria vingar-se do destino que Nelo Vingada, há bem pouco tempo, lhe tinha preparado. Joeano aproveitou e tem sido um jogador fundamental para os "estudantes" guardarem a esperança da manutenção - o pior é quando, mesmo com um "hat-trick", a sua equipa perde... LÁ FORA - Pois é, mal os grandes jogadores regressaram em pleno, também o Barcelona voltou às vitórias, sacudindo um "fantasma" antes do confronto de "gigantes" com o Chelsea. Esse está marcado para amanhã e vai ser um espectáculo. Espero eu... A FRASE - "É sempre um jogo especial, mas a nossa posição é muito boa" - Assim antecipou, de forma não muito escorreita mas perceptível, Co Adriaanse o Benfica-FC Porto. Foi a estreia em português...

    Champions League

    Começando-se a disputar hoje os oitavos de final da mais importante prova de clubes a nível europeu, aqui ficam as minhas previsões para os jogos a realizar mais logo.

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    Um dos grandes jogos da noite. Se nos socorrermos somente do percurso das equipas nos campeonatos dos respectivos países, então teremos que atribuir um ligeiro favoritismo aos germânicos. A passearem na Bundesliga, fazem nesta o mesmo papel que a Juventus no campeonato italiano. Mas, tratando-se de uma eliminatória, e estando do outro lado a poderosa armada italiana onde pontificam Káká, Shevshenko, Gillardino, Inzaghi (em grande forma), Pirlo e Seedorf, nada está garantido à partida. Quando a diferenças estruturais, ia dizer filosóficas, entre estas duas grandes equipas, quer-me parecer que enquanto o Milão aposta mais na força individual dos seus elementos, o Bayern tem como maior atributo o colectivismo do seu 11, devidamente estruturado e ao qual têm sido anexadas algumas peças a vulso todas as épocas nunca se perdendo no entanto o fio condutor delineado por Magath e que se alicerça basicamente em 4 jogadores-chave, todos eles na zona central do terreno: Kahn, Lucio, Ballack e Makaay . Ausências Bayern - Kahn estava em duvida mas deve recuperar. AC Milão – Maldini e Cafu estão fora Dica: Bayern

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    Se fosse disputado na década de 70/80 seria o jogo grande da jornada europeia. Hoje por hoje o campeão português parte com o estatuto de underdog, com o qual até se poderá dar bem assim saiba capitalizar esse facto através de uma entrega maior ao jogo do que o seu adversário. Estará porventura na guerra do meio campo a chave para que isso aconteça. Se jogarem somente Petit e Manuel Fernandes, ou Beto, o Benfica dificilmente terá sucesso, isto porque Benitez deve apresentar Sissoko, Xavi Alonso e Gerrard naquela sua posição de falso médio direito. Depois, muito cuidado com a torre inglesa chamada Peter Crouch, quase imbatível no futebol aéreo, que deve ser bem vigiado não tanto pelos golos que marca mas mais pelas segundas bolas que cria para os médios vindos de trás ou pelos extremos finalizadores (Luis Garcia, Kewell). Partindo para a ofensiva os portugueses devem tentar aproveitar o ponto mais frágil do campeão europeu, ou seja, as laterais. Deseja-se um Simão ao seu melhor nível e um Robert que ainda não se viu em Portugal. Meu onze: Moretto, Nelson, Luisão, Anderson, Leo; Petit, Manuel Fernandes, Karagounis; Simão, Robert e Nuno Gomes. Ausências Benfica – Geovanni e Miccoli. Liverpool – Nada a registar. Dica: Liverpool

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    Ora aqui está um jogo difícil de se analisar. Apesar de se tratarem de 2 dos mais poderosos nomes do panorama europeu, estão a fazer épocas relativamente desastrosas, apesar dos espanhóis terem melhorado imenso com o despedimento de Luxemburgo. Tudo seria perfeito caso analisássemos as recentes 10 vitórias em 11 jogos e desconhecêssemos que essa derrota se cifrou em 6:1 no terreno do Saragoça. Quanto aos ingleses, aí não restam duvidas, estão a fazer a pior época de que há memória nas últimas 10 temporadas. O reinado de Wenger poderá estar-se a aproximar do fim, caso o técnico francês ignore a falência do sistema de contratações por si preconizado nos tempos mais recentes. Tem-se comprado mais em quantidade do que em qualidade e isso tem-se reflectido com abundância nas equipas que os gunners têm apresentado nos últimos jogos. Hoje não será diferente e atente-se no quarteto defensivo dos ingleses: Emmanuel Eboue, Senderos, Toure, Flamini (ou Djourou). Juntando-se a estes factores a constatação de que o Arsenal de Wenger, mesmo quando dominava a Premiership, nunca ter alcançado a glória europeia, penso que o favoritismo mora em Madrid. Ausências Real Madrid – Raul está recuperado mas deve começar o jogo no banco. Arsenal – Lauren, Ashley Cole e Sol Campbell. Dica: Real Madrid

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    Em Eindhoven encontrar-se-ão os dominadores do campeonato holandês e francês. Além do mais trata-se de um encontro que começa a fazer história na Champions pois trata-se do 3º ano consecutivo em que estas equipas se confrontam em jogos a eliminar na Liga dos Campeões. Na época passada venceram os holandeses, mas somente no desempate por grandes penalidades. O Lyon, a meu ver, apresenta-se com algum favoritismo pois apesar da perda de Essien e da lesão do seu substituto Tiago tem uma base sólida a qual tem inclusivamente resistido a um técnico como Houllier. Do lado do PSV as fichas vão todas para o peruano Jefferson Farfán que no campeonato holandês já leva 17 golos em 23 jogos além de já ter molhado a sopa nesta edição da CL.

    Ausências PSV – Nada a registar. Lyon – Caçapa, Réveillère e Monsoreau. Dica : Lyon

terça-feira, fevereiro 14, 2006

    Entretanto, aqui ao lado

    E à 23ª jornada a discussão pela conquista do campeonato espanhol poderá ter sido relançada. Averbando a segunda derrota consecutiva, e logo contra um dos rivais directos, o Barcelona conseguiu a proeza de perder 6 pontos da larga vantagem que possuía há duas jornadas e que pareciam conferir um estatuto de intocável ao clube catalão. Razões para a débacle? Para mim, que sou desprovido de segundas intenções neste caso, o Barça ainda paga a factura da miserável arbitragem no jogo que viria a ditar a eliminação da Taça do Rei em pleno Camp Nou, em partida disputada com o Saragoça. Não explica tudo, óbvio, mas a expulsão, exageradíssima, de Ronaldinho nesse jogo e posterior castigo de dois jogos à qual se veio juntar a ausência, igualmente muito importante, de Deco e, embora em menor grau, de Messi, colocou o Barcelona ao nivel dos restantes competidores da liga espanhola. A deslocação ao Mestalla antevia-se portanto de grau muito dificil e estou certo de que Rijkaard já se contentaria com um empate que permitiria a manutenção dos 9 pontos de vantagem sobre o maior rival e veria aproximar somente o Real Madrid que já desistiu da época em curso quando optou pela substituição de Wanderley Luxemburgo por um treinador sem prestígio, o que neste caso em concreto assume uma importância vital quando se tem que lidar com um balneário de estrelas, algumas das quais cadentes. Ora, com a derrota, e consequente aproximação de Valência e Real Madrid, e não sabendo como o Barcelona vai reagir a esta série negativa de resultados (recapitulando: afastamento da Taça do Rei pelo Saragoça, derrota caseira com o Atl.Madrid, derrota em Valência) poder-se-á acreditar num aumento de competitividade, sempre útil neste género de competições, no que à conquista da (auto)denominada "Liga das Estrelas", mas eu cá não embarco nessa onda. Não, para mim, e com os regressos de Deco e Ronaldinho, dificilmente vejo a actual diferença se encurtar, e mais, aposto as minhas fichas em como aumentará. Quanto muito estes resultados mais recentes serviram para aumentar o ego aos dois jogadores supracitados e ajudaram a perceber aos restantes mortais que pese toda a desenvoltura e beleza do tipo de jogo praticado pelo Barcelona, ele é em grande parte assente sobre pilares muito concretos que em caso de ausência fazem ruir como um castelo de cartas a armada que, de certo modo, por vezes tem (tinha?) tendência a ser considerada invencivel. Não chegaria tão longe como Napolizar o efeito do Ronaldinho no Barcelona comparando-o à importância de Maradona no clube do sul de Itália, até porque no pós-Ronaldinho o Barcelona não irá descer de divisão com toda a certeza, mas é um dos problemas de possuir jogadores desta estirpe: quando jogam as hipóteses de vermos a equipa brilhar aumentam exponencialmente, quando ausentes a opção é limitar as perdas ao minimo possivel e aguardar ansiosamente pelo seu regresso. E além do mais estou convencido de que, mais do que a ausência do astro brasileiro, se a esta não se viessem juntar as indisponibilidades de Deco e Messi (não me canso de falar do jovem prodígio argentino) o Barcelona poderia ter saído incólume da visita a Valência. Embora já se saiba que muitas vezes a lógica é uma batata, e não esquecer que ao contrário do Valência o Barcelona ainda disputa a Champions, considero que seria uma derrota muito complicada de ultrapassar para a génese de futebol que os catalães praticam quase que em regime de exclusividade actualmente, caso a reviravolta viesse a suceder e não se confirmasse a revlidação do titulo espanhol. O futebol precisa deste campeão, até para fazer face aos futuros campeões de Itália e Inglaterra. Afinal, e ao contrário do que disse no segundo parágrafo, não sou tão isento como isso. Processem-me.

quarta-feira, fevereiro 08, 2006

    Revisão, 21

    MÁ FASE - Depois de semanas consecutivas entre os anjos, chegou aquilo por que qualquer boa equipa (à excepção de dois ou três “colossos”) se arrisca a passar – a má fase. A má fase em que tudo é mau, os jogadores são maus, já não vamos ganhar nada... Enfim, o retrato completo já foi feito pelo João Gonçalves, no Terceiro Anel. O Benfica viveu, durante um bom tempo, à sombra das belos períodos de Luisão e Nuno Gomes, para citar dois jogadores importantes. Agora que eles se apagam (e outros nem sequer se acendem, para dizer a verdade...), os encarnados parecem passar por uma agonia. Será caso para duvidarmos da valia dos elementos e do treinador? Acho que não. Seria um disparate. E eles já nos provaram, abundantemente, que podemos confiar neles tarefas e missões “impossíveis”... O melhor a fazer para ultrapassar esta fase será jogar. Jogar e ganhar. Com outras opções ou com as mesmas: já hoje, dentro de horas, frente ao Nacional. O remédio será golear o Penafiel e, depois, vencer o Guimarães sem quaisquer dúvidas. Já o fizemos e somos capazes de o fazer, não tenhamos dúvidas. Nada está perdido – más fases, acontecem; ultrapassá-las, é o signo dos (verdadeiros) campeões. E nada se perdeu porque o FC Porto empatou, por duas vezes consecutivas, desperdiçando uma enorme oportunidade para, desde já, “matar” (?) a Liga. A verdade é que Rio Ave e Sp. Braga permitiram a continuidade da esperança para os lados da 2.ª Circular. Cinco pontos são facilmente recuperáveis se Benfica e Sporting fizerem o que devem: ganhar aos “dragões” em sua casa. Destaque positivo para o Boavista (mais uma vitória a caminho da UEFA... e Liga dos Campeões?) e Gil Vicente. Setúbal perde gás e Vítor Pontes, em sete jogos, ainda não ganhou! Guimarães a caminho do Inferno?... A EQUIPA – Un. Leiria. Treinados por um dos mais astutos (e propenso às calinadas) técnicos nacionais, Jorge Jesus, a turma de Leiria deu um “baile” de eficácia aos encarnados, roubando-lhes a possibilidade de esquecer a derrota anterior e atirando o campeão nacional para o divã do psiquiatra por mais uma semana... O JOGADOR – Fábio Felício. Este jovem português, formado no Farense, é um dos bons talentos da Liga. Há 12 anos, era meu companheiro nas lides escolares e no “futebol de cinco” dos intervalos. A excelente técnica e os bons pés permanecem, agora em conjunto com um maior amadurecimento. A caminho de um “grande”? LÁ FORA (CÁ DENTRO) – Hoje não falo de futebol internacional, joga-se a Taça de Portugal e ainda há "pequenos grandes heróis" no futebol português (Vila Meã e Paredes, por exemplo). Lá fora, cá dentro – o Beira-Mar e o Olhanense preparam-se para subir à Liga. O primeiro tem sido um visitante contínuo; no caso do segundo emblema, que me é mais próximo, será um excelente regresso. O Algarve precisa de futebol e – se a sorte e o talento dos rapazes de Olhão o ditar –, no próximo ano, vai tê-lo... A FRASE – “Nem uma coisa foi o apogeu, nem a outra o caos” – Miguel Sousa Tavares, a comentar as duas faces do Benfica (pré e pós-Sporting)

segunda-feira, fevereiro 06, 2006

    Notas soltas (trocos)

    Fim de semana complicado para os benfiquistas, onde (o meu nick não me deixa mentir) me incluo. Desgraçadamente, ofereceram-me um bilhete para ir a Leiria e lá fui, conhecer mais um estádio do Euro. Aproveito para dizer que acho inconcebivel chover dentro de um estádio "novo", quando nem sequer estava a chover lá fora... Além de haver alguns lugares onde a visão não é muito favorável devido à colocação de um vidro a separar a bancada lateral da central. E já nem falo na falta de sentido estético provocado pela ausência de uma bancada, espaço esse que supostamente seria aproveitado no período pós-Euro para a construção de escritórios. Enfim, visto a lotação não ter esgotado, consegui ver o jogo num lugar em que não pingavam gotas de chuvas passadas e em que a visão para o relvado se fazia sem a obstrução de objectos estranhos. Ah, antes de entrar para o estádio tive oportunidade de ver os primeiros 75 minutos do Sporting vs Nacional. Dizer que esperava que os insulares tivessem outro tipo de postura, visto que defrontavam um candidato aos mesmos lugares que o seu presidente almeja. Talvez a unica situação na qual essa ideia se verificou foi na relegação do seu melhor jogador, Miguelito, para o banco. Segundo o que estavam a dizer na rádio tal deveu-se a atribuirem maior importância ao jogo de quarta-feira, para a taça, e desta forma poderem fazê-lo descansar. Sinceramente, não entendi. Quanto ao jogo, nota-se que o Sporting está melhor, a vitória na Luz deu confiança e todos sabemos que neste desporto este é um factor muito importante ajudando mesmo a disfarçar algumas insuficiências. Nunca a vitória esteve em duvida pois o Nacional criou escasso, ou nulo, perigo. O Caneira veio dar consistência à defesa e o Abel, não sendo nenhum astro, é superior ao Miguel Garcia. No eixo da defesa Tonel casa melhor com Polga, do que Beto o fazia. Depois, na intermediária, Moutinho está a subir de forma e com o regresso do Douala pode ser que o jovem internacional português possa deixar de vez aquela posição contra-natura onde tem sido obrigado a jogar em muitos jogos desta época. É no centro que ele rende mais, mesmo que tenha que partir de uma posição mais exterior, convem que não seja ele o homem responsável por fechar a ala e ir à linha, sobretudo quando sabemos que o lateral esquerdo tambem é uma adaptação. Curioso é verificarmos que se não fosse uma adaptação, provavelmente não teria marcado aquele golo no sábado. Agora, igualados ao Benfica, penso que o campeonato está em aberto. Bastará ao Sporting vencer o Porto e o Benfica cumprir igualmente a sua obrigação quando receber os dragões e temos campeonato. Confesso que, apesar de ter ficado muito desapontado com estas duas derrotas do Benfica, ganho ânimo quando penso na competitividade que o campeonato português ganhou nas duas ultimas épocas. Claro que se o Porto vencer hoje ficará com 7 pontos de vantagem sobre os principais rivais mas, tendo em conta o percurso dos portistas atrevo-me a pensar que, ao contrário do que sucedia no antigamente agora esta vantagem pontual não é decisiva. Ou pode não sê-lo. Passo portanto ao jogo do Benfica, para dizer que a sorte do jogo não quis nada connosco. O que não quer dizer que o resultado tivesse sido injusto, atenção. Este pensamento poderá pressupôr uma incoerência mas passarei a explicar: O Benfica entrou bem no jogo. As alterações produzidas, e que foram na sua generalidade de acordo com o que os analistas e adeptos defendiam, fizeram com que a equipa se apresentasse melhor do que na semana anterior, na recepção ao Sporting. Com Manuel Fernandes a demonstrar as mesmas virtudes que o catapultaram para a ribalta na época passada mas, posteriormente, a não conseguir esconder os defeitos que este ano lhe têm valido alguns jogos no banco, a equipa conseguiu encostar o Leiria à sua grande-àrea. Claro está que ao Leiria este jogo tambem interessava, de modo a poder libertar as gazuas da frente que desta forma se viam com imensos metros pela frente que poderiam galgar a seu belo prazer. Na 1ª parte no entanto, e é aqui que insiro a relativa injustiça do que sucedeu, o Leiria só se conseguiu libertar 2 ou 3 vezes. Numa delas a bola acabou no poste de Moretto e o próprio golo do Leiria nasce de um lance atípico com João Paulo a beneficiar da falta de marcação à entrada da grande àrea benfiquista. Neste lance o guarda-redes do Benfica parece-me mal batido, ou pelo menos acaba por ficar mal na fotografia. O 1º golo do jogo poderia perfeitamente ter surgido logo no dealbar da partida quando o Nuno Gomes viu um ressalto de bola fazer com que esta ficasse à sua frente, a cerca de 5 metros da linha de baliza do Costinha, não tendo o avançado português tido engenho para bater o inspirado guarda-redes leiriense. Seguir-se-iam algumas jogadas à linha, e alternadamente da direita e da esquerda, se bem que neste flanco as coisas funcionassem com maior acerto já que Leo apoiava bem Simão e demonstrou o porquê de se clamar como errada a decisão de Koeman em tê-lo deixado de fora nos ultimos jogos, mas conclusões com êxito: zero. E chega então tudo aquilo que o Benfica, derrotado há 8 dias pelo Sporting, menos precisava: o golo do Leiria. Até ao fim da 1ª parte as coisas não se compuseram e a 2ª parte estava a entrar na mesma toada dos primeiros 30 minutos, quando o Luisão borra a pintura e oferece o 2º golo, a meias com o Moretto, a Fábio Felicio. Aqui chegados a táctica já não existia, o Luisão foi fazer as vezes de ponta de lança estático na frente para receber bolas bombardeadas, mas raramente da linha de fundo, e nas escassas vezes em que o Costinha foi chamado a intervir fê-lo exemplarmente. Acabei por sentir saudades do Costinha que defrontou o Porto no jogo da 1ª volta, disputado no mesmo local. O resultado é justo na medida em que o Jorge Jesus montou muito bem o esquema e sabia bem com o que podia contar. De resto devo dizer que simpatizo com este treinador, apesar de não tratar muito bem a lingua portuguesa, sabe do ofício. É dificil neste momento arranjar conclusões positivas desta ultima semana e temo que ao nivel do balneário, nomeadamente o colectivismo que nos fez vencer a época passada e a confiança provocada pela série de vitórias que a precederam, tenham sido abaladas. Quarta-feira há mais, vamos ver se, tal como já li algures, a derrota de Leiria será um ponto de viragem na época tal como sucedeu na época passada. Se assim não for, e por estranho que pareça, é na Liga dos Campeões que o Benfica terá que apostar.

domingo, fevereiro 05, 2006

    A maldição dos guardiões?

    Não tenho por costume encontrar desculpas nas arbitragens (mesmo que muitas sejam justificadas), nem nas condições da relva, nem escamotear os erros dos nossos jogadores (3 golos com demérito de Moretto, Luisão e Nélson, por esta ordem) com outros factores do jogo, mas chiça, já chateia termos que assistir constantemente e sempre em jogos com o Benfica, actuações sobrenaturais dos guarda-redes da equipa adversária, quando em outros jogos os vemos a dar grandes frangos. De soslaio relembro Pedro Roma na 1ª jornada, Jorge Batista logo na 2ª jornada, do Marco Aurélio (um dos maiores frangueiros da Liga) sempre que defronta o Benfica e Costinha que tem o péssimo hábito de dificultar a vida ao Benfica. Há no entanto uma explicação (será a minha visão) para estes guardiões que se ultrapassam a eles mesmo quando defrontam o Benfica, e não, não é a motivação extra ou a particularidade de saber lidar com a pressão alta. A explicação que mais se me afigura como sendo a melhor é o autocarro estacionado na sua área. Tendo 9 companheiros (sobra 1 para o contra-ataque) de equipa a ajudá-lo a defender a segurança é maior do que nas situações do um para um. Veja-se o caso do Moretto (em 2 jogos já deu para perceber que o Setúbal não é o Benfica) que em dois jogos com a camisola das quinas já deixou entrar mais golos que praticamente em todos os jogos em que jogou no Bomfim. Mesmo que tenha havido 3 erros defensivos indesculpáveis (de notar que essas foram as única vezes que a ULeiria se abeireou da nossa baliza, tendo um aproveitamento finalizador de 100% que é de louvar) não creio que o Benfica tenha jogador mal ao contrário do jogo da semana passada. E são estes jogos mal perdidos que me deprimem. O problema é a incapacidade do Benfica saber como defrontar equipas hiper-defensivas que contam apenas com jogadas de contra-ataques para tentar controlar um adversário teoricamente mais forte (nunca controlam um jogo mas também não é preciso, porque o que conta é o tal aproveitamento das oportunidades e o resultado final) , mas cuja pecha é essa mesma. O Benfica sendo uma equipa aberta e sempre virada para o ataque desguarnece a parte defensiva permitindo os tais contra-ataques mortíferos. Só pergunto o porquê de, na marcação de um canto, um livre ou até uma jogada de ataque o Benfica precisar de mobilizar 8 ou 9 jogadores para a área contrária, deixando apenas 1 ou 2 jogadores na marcação do avançado ou atacante que inicia o contra-ataque? Sabendo que no um para um os nossos defesas (Luisão principalmente) são uns autênticos passadores, porquê não rever esta estratégia? Se ainda por cima o Benfica costuma defrontar este tipo de equipas defensivas em 1/3 de todos os jogos do campeonato? Uma nota para quem não gosta do Beto: contem os jogos em que jogou e respectivos golos encaixados e derrotas sofridas e o mesmo nos jogos onde não foi titular. Pode ser coincidência, mas... PS - post partilhado com o MarVermelho

quinta-feira, fevereiro 02, 2006

    Revisão, 20

    CHOQUE – Sim, foi um choque. O Sporting ganhou, para surpresa geral, e o Benfica perdeu, porque foi mais fraco que o seu opositor. Nada de desculpas, nada de mentiras, nada de nada. Foi um “Benfiquinha”... perante um Sporting que, ferido pelas críticas, quis mostrar a todos como ainda é candidato. Mas, sê-lo-á, a sério? Vejamos o que acontece nos próximos tempos. Algumas das críticas a Koeman parecem-me despropositadas. Tirando uma ou outra opção (Geovanni pedia o lugar de avançado-centro, Karagounis devia ter entrado), acho que esta equipa já provou a qualidade. Vinha de oito vitórias consecutivas na Liga, tinha ganho ao Manchester United – com Alcides na direita e Beto no meio-campo! É verdade. No sábado, tão fraquinha foi a exibição (já revista pelos blogues do costume...) – e os melhores incluídos nesse “fraquinho” – que o melhor a fazer é mesmo apagar aquele dia do subconsciente – não devíamos ter saído de casa! Aquilo não é o Benfica, e aquilo não é o Sporting. O “leão” foi mais forte, dominou o sector fulcral – o meio-campo – e atirou-se à “águia” como se disso dependesse tudo. E dependia... A ver vamos se, contra o Nacional e outras equipas mais pequenas, a motivação e aquele futebol continuam... Eu tenho dúvidas... O outro facto interessante da jornada prende-se com o empate do FC Porto em Vila do Conde, novamente utilizando uma táctica arrojada... mas nula. O que parece um modelo de ataque torna-se um modelo falho, sem ideias, com processos ofensivos ridículos. Adriaanse continua a falhar em todos os níveis – não se admite, no entanto, que os adeptos reajam como o fizeram os Super Dragões, um movimento como não existe em Portugal. Mas houve quem tivesse criado o monstro; agora, aguentem-no... A EQUIPA – Sporting. Inquestionavelmente, o Benfica levou um dos maiores “bailes”, que me lembre, dos últimos anos na Luz – só suplantado pelas exibições do Bayern de “Kataklinsmann”, pelo FC Porto de Oliveira e pelo FC Porto de Mourinho. A turma de Paulo Bento jogou e fez jogar e até merecia vencer por maiores números. O JOGADOR – Liedson. Marcou dois golos e provou que gosta de ver os benfiquistas sofrer. É, sem dúvida, quando quer, o melhor avançado do futebol português. E, com isto, digo tudo... Desprendido de problemas existenciais e psicológicos, anuncia-se a renovação. Os adeptos do Sporting sopram de alívio... LÁ FORA – O Chelsea empata dois jogos consecutivos mas ganha pontos na Premier League – não haja quaisquer dúvidas: Mourinho tem uma aura de sorte como nenhum outro; Angola, Togo e Gana, apuradas para o Mundial, são desilusões da CAN – e Camarões a caminho do título... A FRASE – “O resultado é justo porque o Benfica não esteve bem. Nem antes do 1-0 e, sobretudo, depois do 1-0. Aí o Sporting foi melhor e criou mais oportunidades, pelo que o resultado é justo” – Ronald Koeman, uma lição de sinceridade que poucas vezes se ouve em Portugal.

    Messi - o novo Mara...?(*)

    Comparações polémicas à parte, reside na Catalunha o jogador mais excitante do momento.

    A vida não é justa. Ou tratar-se-á de uma relação causa/efeito? Faço esta observação porque já não bastava existir um Ronaldinho Gaúcho, e a única equipa na Europa que nos faz acreditar ser possível juntar o futebol bonito aos resultados, ainda se dá ao desplante de fazer coabitar o melhor jogador do mundo com o talento emergente mais capaz de, a curto-médio prazo, discutir esse epíteto com o seu colega.

    Lionel Messi, é a ele que me refiro, surge este ano, cuja época culminará no Mundial a disputar na Alemanha (já lá vamos), apostado agarrar com ambas as mãos, e alicerçado no seu pé esquerdo, a oportunidade de se afirmar desde já no firmamento do futebol mundial. A tal possibilidade, que de remota tem muito pouco, terá que se creditar um valor acrescido quando sabemos que estamos em presença de um jovem que do alto dos seus 18 anos já se estreou na selecção argentina e actualmente tem ganho uma preponderância difícil de esconder naquela que quanto a mim é a melhor equipa europeia do momento, o Barcelona. Com quase toda a formação futebolística efectuada no clube catalão, após aos 13 anos ter saído do país natal juntamente com os seus pais para fugir à crise económica que já então se vivia na Argentina, e caso se venham a comprovar os meus desígnios e a segunda metade da época lhe correr de feição, será sem duvida um exemplo interessante que pode ser utilizado a favor dos clubes que argumentam ser esta a forma ideal de contratar jogadores no futuro: indo buscá-los quase ao berço. Embora ainda não tenha uma posição definida no terreno de jogo, o que por vezes até pode ser uma vantagem, as suas diagonais centro/esquerda ou centro/direita, ou seja, efectuadas muitas vezes no sentido oposto ao que seria normal e por muitos considerado desejável, têm proporcionado das jogadas mais espectaculares dos últimos tempos. Os próprios defesas ainda não parecem ter percebido muito bem a melhor forma de o suster, o que lhe poderá provocar problemas adicionais quando o seu nome deixar de ser o de uma promessa em ascensão para passar a ser, de pleno direito, um dos melhores entre os maiores. Creio no entanto que, pelo que já me foi dado a observar, o argentino possui objectividade qb para saber que quanto mais abusar dos lances individuais mais premente se torna a consciencialização de um sentido colectivo no seu jogo. Assim, juntando os momentos de inspiração pura às jogadas nas quais opta pelo passe simples, os seus 90 minutos têm se tornado cada vez mais homogéneos, faculdade bastas vezes negligenciada por muitos que, apesar de igualmente possuírem o talento inato para jogar à bola, nunca souberam atingir o rendimento máximo.

    Hoje em dia vejo o Messi como uma excelente alternativa para actuar como segundo avançado, deambulando por toda a extensão lateral do ultimo terço do terreno, o que no Barcelona pode provocar desagradáveis dores de cabeça aos treinadores adversários da equipa catalã, pois além de Ronaldinho terão que se preocupar também com um clone deste, no sentido em que as movimentações de ambos, caso sejam coordenadas, e embora não perdendo de vista a saudável não-fixação de ambos num sector especifico do campo, obriga a cuidados defensivos muito complicados de perspectivar pelo treinador antes do começo do jogo. Ao menos se as marcações individuais não tivessem caído em desuso…

    Ao mesmo tempo que a cidade condal se vai rendendo ao canhoto mais talentoso do período pós-Stoitchkov, vai ganhando forma uma discussão calorosa no país das pampas sobre a chamada de Messi à selecção da Argentina. Tendo levado ao colo (aqui sim, esta expressão merece ser aplicada) os sub-20 argentinos à conquista do título mundial da categoria, e tendo-se tornado o melhor marcador da competição, crescem as simetrias com o “you know who”, pois se bem se recordam, também este provocou um levantamento popular quando não foi chamado ao Mundial de ’78, curiosamente disputado na Argentina. Motivo: era demasiado jovem.

    A juntar aos que defendem que também no caso de finais da década de 70 a decisão foi acertada, até pelo Mundial que se lhe seguiu, de tão má memória quer para a selecção quer para o jogador em causa, a estreia de Messi pela selecção A foi tudo menos auspiciosa: após 3 minutos em campo, vermelho directo.

    Quanto a nós, meros observadores neutros, resta-nos desejar que nesta era de futebol robotizado ainda haja esperança de vermos renascer a magia que eu, se mo pedissem, associaria desde logo àquele modo de conduzir a bola, em velocidade e sempre com o pé esquerdo a acariciá-la, mais parecendo que voltamos aos tempos do Spectrum e aos jogos de futebol da altura em que o portador da bola dominava-a com mestria ímpar. Ah, saudoso Match Day.

    * censurado

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