quinta-feira, setembro 14, 2006

    Benfica

    Um ponto arrancado fora na 1ª jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões não deixa de ser um bom resultado.

    E pronto, assim terminam as boas notícias.

    Seguem as más:

    O Benfica continua a jogar muito mal. Não há ligação entre os sectores, ou pelo menos entre aqueles que se encontram mais próximos uns dos outros. Da defesa para o ataque por exemplo até vai havendo conectividade, mas devido à distância que os separa raras vezes a transmissão chega em perfeitas condições ao lado de lá. Dificilmente deixo de atribuir culpas por este (miserável) estado de coisas ao treinador da equipa. E tenho cá para mim que o próprio F.Santos também se vai apercebendo dessa situação. Ontem, para o confirmar, só mexeu na equipa quando estávamos com 80 minutos decorridos, e pese a péssima exibição da equipa até então. Se isto não é uma clara demonstração de ter a noção de que mais vale mexer pouco para não estragar (ainda mais) o que se passa lá dentro, então não sei o que é.

    É impressionante como o Nuno Assis (e aqui peço desculpa por personalizar a critica, porque a bem dizer não há nenhum jogador que a não mereça) consegue concluir o encontro sem ser substituído. Não menos interessante (eu disse “interessante”?!?) é o facto de um jogador que fez o 1º jogo da época (contando igualmente com os amigáveis da pré-época!) e que nítida e necessariamente está longe do que pode e sabe fazer, se tenha mantido em campo até à altura da tal primeira (e única pois a de Fonseca com 90 minutos decorridos entra directamente para a secção “Gozar com quem trabalha”) substituição.

    A única situação de perigo, leram bem, única, que o Benfica criou, ou melhor, que um dos seus jogadores criou pois não se tratou de uma jogada colectiva, provocou nos jogadores um sentimento de terror indisfarçável (afinal, era possível ganhar o jogo!!!) pois daí em diante a resposta foram sucessivas trocas de bola entre Luisão, Ricardo Rocha, Petit, Katsouranis e Quim. Parecia o Paços de Ferreira a jogar no terreno de um dos “grandes”. Miserável.

    Nunca consigo desejar a derrota do Benfica, até porque me conheço bem e sei quais as minhas reacções imediatas (que chegam a durar cerca de 12 horas) a um resultado desses, mas quase (quase…) que seria bem feita se os dinamarqueses viessem a vencer a partida, com um golo marcado mesmo sobre o apito do árbitro.

    Enfim, cá vamos seguindo a triste sina de não conseguir construir um modelo de jogo que, à parte os resultados, possa dar prazer aos adeptos que assistem à partida. Do mal o menos, dirão os resultadistas, entre os quais infelizmente eu me incluo, desde que se vá ganhando…

sexta-feira, setembro 01, 2006

    Cumprindo a promessa de não falar do caso que vai ensombrando o futebol português

    Cá para mim ainda vamos chorar muito a saída de cena do Luis Figo. É só um pensamento, nada mais que isso. Nem é tanto devido à valia, imensa, do jogador do Inter de Milão, até porque dA falta de extremos não nos podemos nós queixar, é mais pela falta de um guia espiritual (chamemos-lhe assim) quando as coisas correrem menos bem. Juventude sim, pois é ela o futuro (e aqui está o chavão do dia), mas se não há um apoio estratégico de jogadores mais experientes, então ao menor desaire corremos o risco de não conseguir dar a volta à questão. Curiosamente, ou melhor, curiosamente não, coincidentemente, no Sporting CP poder-se-á passar a mesma coisa, e será sem espanto que hoje iremos assistir à estreia (ou quase) internacional de vários jogadores…do Sporting. Provavelmente até irão marcar a próxima década do futebol português, especialmente Nani e Moutinho já que quanto ao Carlos Martins continuo a colocar algumas reservas, mas a questão que coloquei mais acima não pode deixar de afligir a todos os que seguem a nossa selecção. Com Scolari, aposto, à cabeça.

    Para hoje, e quarta-feira, não me admiro que Portugal jogue assim:

    Ricardo, Paulo Ferreira, Meira, Carvalho, Caneira; Costinha, Tiago, Moutinho, Nani, Ronaldo, Gomes.

    Algumas notas finais em relação a alguns destes jogadores: Paulo Ferreira continua a ser um dos meus ódios de estimação. Talvez devido ao valor exorbitante, e nitidamente inflacionado, estupidamente inflacionado diria eu, pelo qual foi vendido ao Chelsea, a verdade é que aos meus olhos o defesa direito ex-Vitoria Setubal e FCP ainda é pior do que faz por demonstrar sempre que joga. Agora até dei para embirrar com a maneira dele correr, já nem falo dos cruzamentos ou dos passes. É regular, é o maior elogio que lhe podem fazer os seus defensores. Só digo isto, com Miguel em forma (e Nelson, já agora) o Ferreira nem um lugar entre os convocados merecia. Depois, Caneira, sempre defendi ser completamente contra as adaptações de jogadores, e muito menos em selecções nacionais onde as opções de escolha são às dezenas, mas infelizmente parece que virou cátedra adaptar centrais a laterais. E nem aceito que alguém me faça o reparo de acabar de defender que um Miguel em forma é a melhor opção para a lateral direita do nosso melhor 11, para pouco depois dizer que para a esquerda, e para os restantes lugares em geral, só admitir reposicionamentos de jogadores em última instância. Isto porque Miguel é hoje em dia melhor lateral direito do que alguma vez foi, ou poderia almejar a ser, extremo. Já Caneira, ou Ricardo Rocha já agora, entra pelos olhos dentro que não são, nunca foram, e jamais serão, defesas laterais.

    No meio só aceito que Costinha seja titular devido à questão da falta de liderança de que a equipa poderia evidenciar no caso de ser substituído por outro jogador. Se bem que com Petit disponível, talvez não se perdesse nada em fazer essa alteração. O que não colhe, penso eu, é actuarem os dois juntos. No que diz respeito ao médio contratado pelo Atletico Madrid, não sendo uma irritação tão grande como a que me move contra o Paulo Ferreira, Costinha e os seus lapsos momentâneos também já atingem uma escala engraçada no barómetro que mede o meu stress quando vejo jogos de futebol. Depois, Tiago tem que começar a pensar em assumir uma posição-chave no plantel da selecção portuguesa (é mesmo assim) se não quer perder novamente o comboio, como aconteceu no último mundial.

    Quanto aos putos novos já falei, e embora ao Moutinho ainda pareça faltar aquele extra que, a ser adquirido, o tornará um dos melhores entre os melhores, e a Nani outro tanto, já Carlos Martins, bem, vamos ver. Não esquecer igualmente que ainda faltam Simão e Quaresma, os prováveis titulares, ou pelo menos directos competidores com Cristiano Ronaldo caso este não venha a ser definitivamente adaptado a avançado, solução já testada anteriormente pelo Scolari com resultados prometedores. E sobram Nuno Gomes, Postiga e Hugo Almeida. Parece que é o benfiquista que parte à frente mas se o agora jogador do Werder Bremen evoluir ao nível mental (a haver uma escola que o proporcionasse, inscrever-se-ia também o Carlos Martins), então não me admirava nada que fosse ele a próxima “big thing” (em vários aspectos, a começar no físico) de Portugal.

quarta-feira, agosto 23, 2006

    Rapidamente, antes do jantar

    Caso Simão se mantenha, situação que me continua a levantar algumas dúvidas, e a contratação de Miguelito se confirmar, teremos potencialmente a melhor equipa dos ultimos 10/12 anos (desde a célebre final da Taça de Portugal com o Boavista, 5:2).

    Resta saber qual a percentagem de potencial é que será transformada em realidade. Feliz ou infelizmente cumpre ao treinador saber espremer a fruta que lhe deram (sem conotações sexuais por favor, há crianças que leêm o blogue, e se não há, devia de haver), sendo que nesta altura o mais fácil seria fazer um trocadilho com a laranja agridoce que encaminhamos para o PSV, mas vou me abster de fazê-lo.

    O que é certo é que com uma frente de ataque composta por Simão, Miccoli, Rui Costa e Nuno Gomes, devidamente protegidos por uma dupla de médios que parece apostada em colocar em prática aquilo que um dos seus elementos em conjunto com outro que se prepara para sair (M.Fernandes) não conseguiram fazer sempre que chamados a actuar em conjunto, ou seja, ao invés de jogarem lado a lado, formarem um bloco mais amplo e portanto com outra abrangência, talvez se consiga ultrapassar o facto de não existir uma 2ª linha verdadeiramente consentânea com a qualidade do onze base.

    O 12º jogador esse está encontrado, renovou mais uma vez o cativo e ontem apresentou-se pronto para o que desse e viesse. Felizmente veio quase tanto como o que se deu. Talvez no domingo a conta corrente comece a ficar mais equilibrada.

quarta-feira, agosto 16, 2006

    E depois de 90 minutos de "futebol"...

    ... a minha conclusão é esta:

    Esta época o Benfica não tem 2ª linha. Passa directamente da 1ª para a 3ª.

    Na restante actualidade desportiva (esta foi à "Telejornal"), Jesualdo Ferreira está a caminho do FCP e o Boavista esforça-se por fazer o papel de virgem ofendida. O pior é que João Loureiro parece ter tanto jeito para actor como tinha para cantor.

    Do lado do Porto, não deixa de ser uma aposta de risco, mas a ida do ex-técnico do Sp.Braga estava na calha, pois os elogios de Pinto da Costa sucediam-se e não era dificil antever que quando (e a substituição da palavra "se" pela palavra "quando" não é inocente neste contexto) Adriaanse fosse à sua vida, se iriam abrir novamente as portas de um grande para o Professor Jesualdo. Que terá aqui a prova dos nove como técnico. Com 60 anos, penso que ninguém no seu bom juízo pode ficar surpreendido com a decisão de abandonar um clube ao qual havia acabado de chegar, para poder aceder a um convite do actual campeão português. Quem sabe se ele voltaria a ter uma oportunidade destas? Até porque o sucesso à frente do 2º clube da cidade do Porto não era garantido...

    No futebol internacional, a notícia mais caricata, pelo menos aos olhos dos portugueses que se confinem geralmente ao futebol praticado neste cantinho à beira mar plantado (ao tempo que estava para utilizar esta expressão), é a suspensão de 2 jogadores do Manchester United, por 3 jogos, devido a expulsões ocorridas num encontro...particular. Contra mim falo, mas ainda tenho bem presente a entrada de Paulo Jorge ao joelho de João Alves, fazendo com que este estivesse várias semanas sem se poder treinar, e cujo efeito em termos práticos foi somente esse. Para o ex-boavisteiro, nada. O que quer dizer que será uma questão de tempo até voltar a prevaricar.

terça-feira, agosto 15, 2006

    Mourinho, vida sem bola, o que é que eu vou jantar hoje?

    Dono de um mau perder de fazer inveja a qualquer McEnroe desta vida, à medida que a idade avança as derrotas deixaram de afectar somente a cabeça para passarem a dirigir-se igualmente para o aparelho digestivo. Uma das soluções encontradas foi a cuidadosa selecção gastronómica em dias de jogos e a ingestão de um chá à base de ervas relaxantes a poucos minutos do início dos mesmos.

    Por vezes adiam-se as refeições e não poucas vezes o travesseiro é o melhor conselheiro, para esquecer as incidências do dia, e o facto de o estômago continuar vazio. "Dás demasiada importância a um simples jogo", ou, "Eles é que ganham o dinheiro", ou ainda, "Qualquer dia dá-te um ataque cardíaco", são palavras ditas com o maior carinho mas que não passam de um mero zumbido, tão inútil quão desgastante (sobretudo pela repetição), nos ouvidos de quem está preocupado com matérias muito mais transcendentes do que a simples manutenção da sua saúde.

    É portanto irónico, e talvez revelador de um certo traço de personalidade, que demonstre tão pouca simpatia pelos sentimentos do melhor treinador português de todos os tempos quando a sua equipa não ganha. Não cumprimenta o treinador adversário? Tenta vencer por todos os meios (dentro da legalidade!) ao seu alcance? Fica pior do que estragado quando perde? Haverá muitos que atirarão a primeira pedra, mas esta não será lançada por uma das mãos cujos dedos se esforçam neste momento para debitar o maior numero de palavras o mais rapidamente possivel, para irem tratar do jantar (leve, levezinho) o quanto antes. Não! Eu, limito-me a ficar satisfeito por alguém que não sabe perder (sentimento natural e justificado como já disse) mas que, sobretudo, não sabe ganhar (este sim, um pecado mortal), ter sido derrotado.

    Já de saída, uma palavra para a luta renhida pela conquista do título de campeão da pré-época, entre o SCP e o Sp.Braga. O clube de Alvalade tem um teste decisivo com o Inter, bastando-lhe um empate para assegrurar o título, mas o homónimo bracarense tem surpreendido pela rápida assimilação dos novos conceitos inerentes à mudança de técnico. Que inveja...

quinta-feira, agosto 10, 2006

    Pensamentos diversos

    Ultrapassadas que estão as necessárias 48 horas após o final do primeiro jogo oficial de Fernando Santos como treinador do Benfica, posso finalmente debitar meia dúzia de palavras sobre esse e outros assuntos de somenos importância.

    Estou em crer que os problemas com os quais o futebol do (meu) clube da Luz se tem debatido são mais profundos do que meros números que servem para nós, os teóricos, demonstrarmos que o "x" serve para outras coisas além de operações de multiplicação.

    4x4x2 / 4x3x3 / 4x1x4x1, tudo isto merece ser relativizado perante a falta de dinamismo, a pouca cultura táctica, a parca condição fisica, o inexistente domínio dos três parâmetros essenciais para aquilatar a valia de um jogador: passe, recepção e remate; que os jogadores do Benfica, dirigidos pelo Engº Fernando Santos, têm feito por exibir sempre que foram chamados a actuar. Não se pense no entanto que mora no banco o único culpado pela crise exibicional (só o Benfica para, decorridos 90 minutos da época já estar mergulhado numa qualquer crise), pois a própria observação do plantel, nomeadamente o(s) responsáve(l)is pela sua constituição, permite-nos verificar várias inconsistências que verão necessariamente a luz do dia assim que começarem as lesões, os castigos e as baixas de forma de jogadores que não têm concorrência dentro do grupo.

    É inadmissível, e nada me move contra estes jogadores em concreto, que Manu e Paulo Jorge sejam lançados às feras, queimando etapas que lhes poderiam ser bastante uteis no futuro, porque...simplesmente não existe mais ninguém que faça as vezes de médio ala entre os vinte e poucos jogadores do plantel. Bem, existe Marco Ferreira, mas não iremos por aí pois pretendo manter um certo nivel no post. Se, e estes "ses" são condicionantes que pouco me agradam, Simão ficasse e eventualmente se avançasse para a aquisição de um lateral esquerdo que fizesse concorrência ao trintão Leo, talvez se pudesse exigir mais a Fernando Santos (do qual eu, como muitos benfiquistas que conheço, não sou particular fã), mas se tal não suceder, o que neste momento é a hipótese mais verosímil, então haverá sempre um escape para o treinador descartar responsabilidades nos eventuais insucessos da equipa. Isto já para não trazer à colação o velho chavão de "A equipa está a ganhar automatismos" que serve para os primeiros 4/6 meses.

    Felizmente saiu em sorte um adversário acessivel e, por incrivel que pareça, as hipóteses do Benfica passar à fase de grupos da Champions ficou reforçada depois do jogo de terça-feira. Uma atenuante chegou entretanto no dia seguinte com a derrota do Valência (querido inimigo de muitos benfiquistas após os casos Miguel e mais recentemente Simão) no campo de outro clube austríaco e com as inesperadas dificuldades de outros grandes europeus em fecharem a eliminatória no jogo da primeira mão.

    Adiante.

    Não tenho visto em pormenor os jogos dos outros grandes, mas do que vi até agora parece-me importante salientar que estão ambos uns bons passos à frente, com especial destaque para o Sporting de Paulo Bento. O ex-internacional português está a sair melhor que a encomenda e pode ser que os dirigentes sportinguistas tenham acertado na mouche quando se decidiram pela prata da casa quando Peseiro foi despedido. Impossivel não traçar um paralelismo com o que se passa actualmente no Porto, onde outro ex-jogador do clube, Rui Barros, se encontra interinamente a substituir o furacão Co. E será que estes pensamentos não passarão também pela cabeça de Pinto da Costa neste momento? Solução mais barata não existe e de antemão não é garantido que além de pouco dispendiosa também não se viesse a revelar vitoriosa.

    Ainda relativamente ao clube de Alvalade (e repare-se no esforço tremendo que eu faço para não repetir a forma como menciono os clubes ou mesmo os treinadores, isto revela trabalho de casa) é da mais elementar justiça realçar a continuidade da aposta em jogadores da cantera, o que pode ajudar a explicar uma espécie de entreajuda, de identificação (porque não?) com o clube, e aqueles 10% a mais que por vezes podem fazer a diferença entre um empate ou uma vitória. Excesso num lado, ausência completa do outro, e é aqui, nesta mão, que se encontram algumas das pedras que tenho para atirar aos dirigentes do outro clube da 2ª circular (cá está mais um exemplo).

    Se a palavra "excesso" aqui mais acima, foi ou não bem empregue, é o que os resultados que o Sporting (agora foi impossivel fugir) vier a alcançar, ajudarão a definir. É que ganhar jogos é uma coisa, vencer campeonatos é outra, bem diferente. E convém não esquecer que, pese os niveis de pressão não poderem ser comparados, o clube não vence títulos há mais tempo do que os (in)felizes detentores da primeira crise da época.

    Que entretanto foi copiada, com pormenores mais burlescos, pelo Porto. Vencedor da dobradinha, detentor (no mínimo) de um dos plantéis mais valiosos do futebol português, e quando tudo parecia encaminhado para um longo período de acalmia após a sucessão de disparates que se seguiram às recentes conquistas europeias do clube, cá está uma laranja indigesta como sobremesa da dobradinha. O cozinheiro? Um deles foi indiscutivelmente Pinto da Costa, resta saber se terá desempenhado o papel de ajudante ou o de chef principal neste petisco que ficará para ser degustado pelo substituto. A pré-época e as principais directrizes que foram utilizadas para definir o actual plantel do clube foram deitadas às malvas, isso é garantido.

    Termino com uma pergunta de retórica que diz respeito ao futebol internacional: O que é que o Moratti está a tentar fazer? Se a pergunta não prescindisse de uma resposta, seria de bom tom incluir o presidente do Inter como destinatário da missiva, porque, mais do que ninguém, parece-me a mim que é ele quem precisa ser elucidado.

segunda-feira, agosto 07, 2006

    Noticia-choque

    Hittler não morreu e ainda se encontra vivo, algures na Áustria, onde leva uma vida pacata em conjunto com o seu amor de sempre, Eva. Tornou-se um filantropo das artes e é protegido pelo governo austríaco devido ao dinheiro que, dizem as más linguas, faz entrar nos cofres do Estado através da sua fundação, a "Adolf Hittler is not dead foundation".

    O Homem não chegou à Lua em finais da década de 60. Tudo foi uma montagem muito bem urdida, por forma a que os americanos vencessem a guerra espacial que nessa altura os opunha aos soviéticos. Ainda hoje se sucedem as tentativas de alcançar esse desiderato, mas a maior evolução registada são os detalhes usados para manipular as imagens, havendo mesmo quem defenda que o dinheiro gasto anualmente pelo estado norte-americano para fingir viagens bem sucedidas ultrapassa em larga escala os orçamentos dos três maiores estudios de Hollywood.

    El Rei Dom Sebastião regressou mesmo e, não se podendo negar que no dia em que reapareceu estava de facto uma neblina matinal, que no entanto rapidamente se desvaneceu, ainda hoje se esconde este acontecimento do comum dos mortais por receio de que o corte de cabelo francamente desajustado para um salvador da pátria e um jeito meio efeminado de pedir "Uma bica cheia" se viesse a tornar a estocada final no já demasiadamente martirizado povo português.

    Fernando Santos sabe o que está a fazer e os ultimos jogos do Benfica nesta pré-época limitaram-se a fazer parte de um conjunto de bluffs que o Engenheiro planeou em conjunto com José Veiga por forma a levar a crer os próximos adversários do clube português que isto são favas contadas e surpreendê-los com a aparição, já amanhã, do futebol mais extraordinário de que há memória nos compêndios do futebol à escala planetária.

    Fora de brincadeiras francamente parvas, este blog está de volta e a Internet nunca mais vai ser a mesma.

terça-feira, junho 27, 2006

    Le Coq (que ainda consegue ser) Magique

    O Espanha-França foi, para mim, talvez dos jogos que tive oportunidade de ver, o mais bem disputados e emotivos deste Mundial (não vi o Brasil-Gana, mas apesar do gana se ter batido bem, eu já sabia que jogos com o Brasil é mais do mesmo - momento para um bocejo).

    Muito bem arbitrado (tome o exemplo Konrad Ivanov) e muito bem jogado este era a última oportunidade para a França mostrar que afinal ainda consegue ter momentos de magia, ao contrário da graça que um qualquer francês (?) pouco patriota se lembrou de construir e que há dias tive oportunidade de aqui postar.

    O resultado foi mais que justo e não, não torço pelos Gauleses - aliás ainda temos umas contas antigas para ajustar com os franciús que já não irá ser desta, quase de certeza, mas como a vingança serve-se fria lá para 2008 quem sabe? - nem torcia pelos Espanhóis apesar de nos terem presenteado com um bom futebol diferente do que até ao EURO 2004 conseguiram mostrar. Apenas acho que a França (e Zidane) deram hoje uma valente bofetada de luva azul e branca na tromba dos vizinhos periodistas que já os tinham despachado para a Gália ainda antes do jogo ter começado. A soberba habitual de nuestros hermanos é já sobejamente conhecida, mas chegar ao ponto de apelidar a França de um Real Madrid das Selecções (o que fariam um Ribéry, um Vieira e um Henry junto com Zidane em Madrid) é procurar lenha para se queimar. Se o resultado tivesse pendido a favor de Espanha é evidente que todas estas tiradas infelizes - tiros certeiros nos pés - tinham tido o efeito contrário ao que acabou por ter. Agora vão ter que engolir bem engolidinha a desfaçatez por terem menosprezado a equipa contrária dando a vitória como garantida. E como os espanholitos tinham a fasquia lá bem no alto!... Esqueceram-se foi que o futebol é assim mesmo, prega cada partida. Muito bem feito!!

    Na tromba também levou Aragonês, apelidado de "o racista". Esta foi a melhor vingança que Henry et ses amis poderiam ter. Melhor que esta vingança saborosa só talvez o copo de sumo de laranja que com tanto prazer emborquei na manhã seguinte ao Portugal-Holanda.

    Por Zidane, O SR Zidane o resultado foi o culminar de uma carreira brilhante que está prestes a terminar. E que melhor cereja em cima do bolo que aquela finta a Puyol (*) que dá o 3º golo a França? Pura magia.

    Anseio por ler amanhã o que o AS, Marca e cia. decidirão escrever, da mesma maneira como anseio saber se o distinto jornalista da TV Record que ameaçou mudar o seu nome para Luis de Camões caso Portugal conseguisse vencer a Holanda, sempre pôs em prática essa ameaça

    (*) Se eu fosse à FIFA castigava Zidane com 4 jogos de suspensão por conduta anti-desportiva. Aquela maldade não se faz a ninguém, muito menos a Puyol (um dos meus defesas favoritos).

domingo, junho 18, 2006

    Mundial - dia 9, cotoveladas, expulsões e desilusões!

    Ontem assistiu-se ao jogo mais chato e ao mesmo tempo emocionante de todo o Mundial, até agora. Só foi pena que a parte emocionante não tenha sido a do jogo jogado e dos golos, o sal do futebol, mas os 3 vermelhos (2 deles directos) mostrados pelo zeloso árbitro uruguaio do Itália - EUA.

    Não foi por falta de aviso. Afinal as instruções dadas pela FIFA no sentido de privilegiar o espectáculo e proteger as estrelas de entradas maldosas foram dadas com bastante antecedência. E se o vermelho a De Rossi foi mais que justo - inadmissível a animalidade com que intencionalmente dá com o cotovelo na cara de McBride - já aquele mostrado a Mastroeni, apesar de tudo, também justo, deu a ideia de que serviu para equilibrar o critério até então utilizado.

    O terceiro vermelho, por acumulação de amarelos pareceu-me demasiado para a falta em questão, mas viu-se que o árbitro não estava ali só para decorar o cenário.

    Isto leva-nos a uma questão importante. Até que ponto é sensato um árbitro usar deste tipo de actuação tão radical? Jogo afora ir-se-ia constatar que além de pedagogo o árbitro foi um verdadeiro comandante em campo exigindo, e de que maneira, desde o primeiro ao último minuto o cumprimento à risca das regras do jogo.

    Não deve ser fácil gerir um jogo onde as faltas a roçar a agressão são o prato do dia e o jogo da Itália - EUA foi um bom exemplo de como o homem do apito deve e consegue actuar como um verdadeiro comandante, cujas ordens e leis são para cumprir à risca. A sensação que deu a determinada altura foi que a situação poderia ficar fora de controlo. A mostragem exagerada de amarelos e vermelhos, a constante interrupção do jogo para assinalar faltas pode ter o efeito contrário ao desejado. Os jogadores ficam nervosos e tendência é enveredar, mesmo sem intenção, pelo campo da agressão constante, do corte de jogadas através de tackles às pernas do adversário, mas com a passagem dos minutos pudémos concluir que a ordem foi reposta e a partir do minuto 46' (altura do 3º vermelho) só Zambrotta viu o amarelo e nunca mais houve faltas dignas de registo. No fim o resultado adequado para uma Itália que parecia prometer muito.

    Assim todos os árbitros utilizassem dos mesmo critérios. Por exemplo o (fraquinho) francês que apitou o Portugal-Irão deixou passar impune um pontapé na cara de Figo. Nem mesmo as marcas dos pitons cravados o convenceram que aquele tipo de entrada é para vermelho directo e consequente expulsão. Sem hesitações!

    O golo do dia: DECO, fantástico, pois claro!

    Decepção do dia: República Checa. Como é possível que uma mesma equipa (- Koller) consiga de um jogo para o outro passar de excelente a medíocre?

    PS- deixo aqui um agradecimento especial ao Seleccionador do Irão. Branko (ou ... brOnco!?) Ivankovic além de nos ter reavivado a memória lembrando-nos, em boa hora, que há 40 anos Portugal não se qualificava para os oitavos de final de um Mundial, também nos ajudou a reescrever essa mesma história. Bem haja! Ah, e afinal o Cristiano Ronaldo jogou!

terça-feira, junho 13, 2006

    EUA x Rep. Checa

    Esperava com ansiedade o jogo de ontem entre os EUA e a Rep. Checa. Não que nesta fase os jogos sejam muito interessantes, mas porque opunham 2 equipas que para mim estão nos antípodas das preferências.

    Os EUA, os nossos carrascos de 2002, são talvez a Selecção que mais deteste, além de possuirem a eterna vaidade e arrogância típicamente americanas (a começar pelo seu treinador, figurinha detestável), pertencem a um país que sempre privilegiou uma bosta de desporto chamado baseball, que utilizam o nome de football para outra bosta de desporto apenas jogado na América, desporto (??) violento e estúpido, relegando o "soccer" para segundo plano, considerando-o um desporto àparte que apenas se pratica a sério no resto do mundo. Resto do mundo esse, que é, na óptica ignorante-americana, um mundo secundário e longínquo. Hoje em dia o soccer, (porra, vamos chamar-lhe pelo seu nome real, ok?) o football já tem muitos praticantes e adeptos nos EUA, mas nunca será o desporto de eleição daquele país. Por isso não compreendo como é que conseguem pela 5ª vez consecutiva estar numa final deste calibre, e ainda menos compreendo como é que estão em 5º no ranking da FIFA. Talvez em parte, compreenda, afinal a maioria dos selecionados jogam na Europa e são esses jogadores quem a modos que europeizaram e importaram o futebol de hoje nos EUA.

    Do outro lado a minha selecção fétiche: A República Checa que eu aprendi a gostar no EURO 2004, que me faz evocar as grandes selecções de Leste no tempo da Cortina de Ferro,e que foi ingloriamente afastada e da pior forma por uma Grécia que nem sequer se qualificou para este Mundial (ain't life a bitch?) E que lindo teria sido uma final Portugal-Rep. Checa!!

    Milan Baros (agora lesionado), Nedved, Poborsky (por quem ainda muitos de nós suspiram de nostalgia pelas arrancadas mortíferas e que com 34 anos (velho??) ainda mete dois de 17 anos no bolso), o gigante Koller, Petr Cech, Rosicky... 3 magníficos golos, 3 secos, qual deles o melhor e mais belo a culminar uma vitória limpa e mais que justa sobre um esmagado e inferior EUA. Gostei especialmente do trombil do Arena à medida que os checos lhe espetavam mais uma farpa no orgulho :)

    Auguro um grande Mundial para a Rep. Checa, assim os altos poderes do futebol não lhes cortem as pernas quando virem que estão a causar incómodo aos favoritos do costume.

terça-feira, maio 16, 2006

    Quem será o senhor que se segue ?

    Um dos temas que vai dominar claramente esta semana (e talvez as próximas, se tivermos em conta a rapidez com que J.Veiga costuma resolver estas questões) será a do próximo treinador do Benfica. Neste momento, é uma incógnita quem será esse treinador, e se dermos uma vista de olhos pelos jornais, encontramos basicamente os mesmos nomes de sempre, e quando não são nomes, é o perfil, "estrangeiro, com experiência e nome feito".

    Se é verdade que o Benfica tem seguido uma linha de pensamento, em relação ao treinador, bastante coerente (Camacho, Trapattoni, Koeman) após a saída de Jesualdo Ferreira, a mim parece-me que foi aberta a porta pelo próprio Veiga para um viragem nessa linha.

    «Queremos um treinador que consiga conquistar os objectivos que vamos traçar para a próxima época. Pretendemos um técnico ganhador, que nos consiga levar aos êxitos. Definir o perfil de um treinador é relativo porque os melhores são sempre aqueles que ganham.» Estrangeiro ou português? José Veiga diz que «tanto faz», justificando: «Não está em causa a nacionalidade, tem é de nos dar garantias de podermos ganhar o campeonato no próximo ano. Iremos analisar os possíveis treinadores e tudo é possível», frisou.

    In A Bola

    Tudo isto para introduzir aquilo que foi um "feeling" que tive a semana passada, e que comentei com o meu amigo e também "bloguista" Supermantorras. De realçar que tive este sentimento ainda antes desse nome ser falado nos jornais. Pois bem, para mim, acho que o próximo treinador do Benfica será ...

    Sim, podem agora dizer, "ah e tal, os jornais já deram essa possibilidade". Pois eu sei que sim, mas a verdade é que falei desta possibilidade a semana passada, ainda bem antes de ter surgido qualquer ligação possível do Fernando Santos ao Benfica. E porquê é que eu acho que ele vai ser o próximo treinador do Benfica ? Bom, a verdade é que antes do mais é um "feeling". Logo não há uma razão objectiva por trás. Mas é bem capaz de ter sido influenciado pelos seguintes factos,

    1º) Anunciou que ia ficar livre após o final desta época. 2º) Foi um treinador já falado em situações anteriores (quando veio Camacho por exemplo). 3º) Mesmo tendo sido treinador do Porto ("o engenheiro do penta") e do Sporting, a verdade é que Fernando Santos é e sempre foi benfiquista. Era sócio (assim como eu) não só do Benfica mas também da casa do Benfica de Cascais. 4º) É um treinador com uma fama de "disciplinador", algo que de certo agradará a Veiga, depois da "balbúrdia" que foi o balneário este ano. 5º) Como já foi assumido por J.Veiga, e ao contrário de situações anteriores, a nacionalidade não é importante. Nos anos anteriores era afirmado peremptoriamente que seria sempre estrangeiro. 6º) Qualquer treinador falado até agora que esteja no Mundial será dificil vir para um clube que começa a sua época a 4 de Julho, 1 semana antes do término do Mundial.

    Será que até ao fim desta semana iremos ter a confirmação deste nome como futuro treinador ? A ver vamos. Eu aposto o meu dinheiro em Fernando Santos. Caso venha a acontecer, iremos então depois discutir os "prós" e "contras" dessa opção.

    As escolhas de Scolari

    Começo desde já por dizer que sempre gostei de Scolari. É frontal, determinado e com grande poder de chefia sem ser ditador. Talvez por isso tenha granjeado muitos inimigos (bem identificados, por sinal), que têm em si o efeito contrário ao desejado. As críticas e tentativas de pressão dão-lhe mais força e determinação para pôr em prática as suas ideias e não arreda pé das suas convicções.

    Porque esta é das tais coisas. Quando um seleccionador/treinador ganha é levado em ombros em grandes manifestações de júbilo e homenagem, quando perde é apredejado em praça pública. É por isso extremamente difícil ser-se treinador em Portugal, e muito mais difícil será ser seleccionador. Porque um seleccionador mexe com clubismos e clubites - é impossível por mais que se tente ser-se imparcial, até na Seleccção e porque quem selecciona como que trai as nossas expectativas e preferências por este ou aquele jogador.

    Por isso nunca contesto as suas convocatórias, se bem que questione um pouco o seu critério aqui e ali. Na convocatória de hoje, por exemplo, questiono a insistência em Ricardo e muito mais em Quim, que por via dos poucos - ou quase nenhum - jogos deveria ceder o seu lugar de nº2 a Bruno Vale. E se a experiência conta muito, a boa forma física contará muito mais.

    O caso de Quaresma é discutivel apenas no termo pedagógico da coisa. Afinal vai-se disputar um Europeu de futebol, e a falta de Quaresma sentir-se-ia muito mais nos sub-21 que nos AA. Porque sendo um jogador de qualidade é praticamente insubstituível e a sua ausência seria um rude golpe para o Prof. Agostinho Oliveira.

    No entanto, apesar de ser um critério seu, é obrigatório questionar a escolha de Ricardo Costa. Excepto para os portistas (a clubite existe, não duvidem) foi para todos um balde de água fria, quase uma desilusão.Não gosto de Ricardo Costa como jogador. Não o acho com nível suficiente para substituir Jorge Andrade e penso que a escolher um jogador do Porto escolheria Pedro Emanuel, que até está livre depois de lhe ter sido vedado a inclusão na Selecção de Angola. Se Scolari privilegia a antiguidade, experiência e entrega então teria em Pedro Emanuel a escolha perfeita.

    Não digo que Ricardo Costa não tenha margem de progressão. É muito novo e até pode vir a ser um grande jogador. Por enquanto é um jogador vulgar, sem grande destaque. Teve uma época de altos e baixos, por via da escolha de Adriaanse e a subida de forma e boas prestações de Pepe, e por isso em muitos jogos ficou a aquecer o banco. Adriaanse a partir do momento que ganhou maior confiança em Pepe, simplesmente "ignorou" Ricardo Costa e apesar de o convocar em muitos jogos muito raramente o pôs a jogar.

    Antes da convocatória Scolari fez uma espécie de mea-culpa para antecipadamente justificar a escolha de Ricardo Costa. Scolari vai buscar jogadores aos sub-21 para colmatar as falhas no plantel . Ficámos (nós e todos os jogadores que não jogam nos sub-21) a saber, então que em Portugal quem não jogue em Selecções jovens e não faça parte da trupe de jogadores intocáveis do Scolari, nunca terá hipótese de entrar na Selecção principal (quase me tenta o pensamento de que aquilo quase que é mais um clube privado onde é quase impossível alguém se tornar membro).

    Puxando (sem grande sacrifício, digo-vos já) pelo meu clubismo diria que preferia o Rocha ao Costa, até porque já merecia há muito tempo a oportunidade, a idade já não lhe permite sonhar com muitos mais Mundiais ou Europeus, e também jogou mais minutos, é muito mais possante e não vira a cara à luta.Mas vou mais pela coerência e justiça e digo que a escolha deveria ter recaído em Tonel. Tonel foi um exemplo de regularidade e muito poucas vezes se notou alguma quebra de ritmo ou baixa de forma. Basta ver a estatística em baixo para verificarmos que se foi uma aposta incontestável de Paulo Bento, e notou-se que foi uma boa aposta (apenas nos primeiros jogos ficou no banco tapado pelo execrável e vulgaríssimo Beto) facilmente seria a escolha para o lugar de central. Porquê então Scolari não apostou nele? Porque não jogou nem joga nos sub-21.

    É por isso então que Scolari não necessita de ver os jogos ao vivo (não são só os do Porto). Já todos ficámos a saber o critério utilizado. Não querendo sofrer já por antecipação, espero que se Portugal fôr precocemente afastado que seja por erros colectivos e não por erros específicos da defesa escolhida a dedo por Scolari.

    RICARDO COSTA

    Nº de jogos - 32 ; Titular - 16 ; Suplente nao utilizado - 13 ; Suplente utilizado - 3 ; Não convocado - 2 ; Maior número de jogos seguidos como titular - 7 (desde a 1ª à 7ª jornada) ; Total de minutos de jogo - 1539

    RICARDO ROCHA

    Nº de jogos - 30 ; Titular - 16 ; Suplente nao utilizado- 4 ; Suplente utilizado - 10 ; Não convocado - 4 ; Maior número de jogos seguidos como titular - 2 ; Total de minutos de jogo - 1644

    TONEL

    Nº de jogos - 30 ; Titular - 28 ; Suplente nao utilizado- 0 (zero) ; Suplente utilizado - 2 ; Não convocado - 4 ; Maior número de jogos seguidos como titular - 23 (desde a 12ª à 34ª jornada) ; Total de minutos de jogo - 2587 ;

sexta-feira, maio 12, 2006

    Il fischio dorato ou onde é que eu já vi isto??

    O Tribunal de Génova decidiu abrir uma investigação para apurar responsabilidades em torno de alegados favorecimentos e manipulação de resultados de jogos relativos à época passada da I Liga italiana. A corrupção no futebol italiano chega ao extremo de haver redes de apostas ilegais envolvendo jogadores da Juventus estando Buffon (GR da Selecção) à cabeça como um dos principais suspeitos.

    Por incrível que pareça também o Milan e a Lazio estão implicados no esquema de corrupção que agora se investiga, quando já haviam sentido na pele a despromoção para a Segunda Liga, pelo mesmo motivo.

    Mas apraz-me verificar que nada disto nos diz respeito e como estamos longe desta realidade (ler esta frase imaginando que o seu autor a escreveu ostentando um sorriso irónico). Aliás, qualquer semelhança com aquela coisa chamada Apito Dourado (um simples passeio pelo parque) é pura coincidência, principalmente o seu desfecho, que será quase de certeza a justiça pura e dura aplicada ao futebol tal como é (ou deveria ser sempre) aplicada a qualquer outro sector da nossa sociedade. Mais impressionante se torna se verificarmos que estamos em vésperas de Mundial, e se pensarmos que se trata da Liga maior de Itália, o que significa que ali não há vacas sagradas nem ninguém acima da Lei. Exemplo disso é a historia recente da punição, posta em prática, com a descida de divisão a clubes considerados grandes em Itália, quer por incumprimentos financeiros, como foi o caso da Fiorentina ou corrupção desportiva como já foi o caso do Génova (despromoção da I para a... III Liga) e nos já referidos AC Milan e Lazio no final da década de 70. Num país habituado a lidar com a Máfia e todo o tipo de corja criminosa outra coisa não seria de esperar da Justiça Italiana. Sem olhar a quem ou a quê.

    Lá como cá, dirão. Com a diferença de que lá é lá (a justiça italiana não brinca) e cá é a desbunda que se conhece. Nestas alturas vezes gostaria de ser italiano, e não português para não sentir tanta vergonha das entidades que existem e foram criadas para proteger a sociedade e as pessoas de bem.

quinta-feira, maio 11, 2006

    Elogio póstumo, elogio actual, Rochemback, desculpas públicas

    A transfiguração facial de um adepto do Sevilha durante a realização da 1ª final europeia de 2005/06, insistentemente focada pela excelente realização da transmissão televisiva, devia constar num qualquer compêndio no qual se faria por comprovar o porquê deste desporto levar à loucura milhões de fãs em todo o Mundo.

    Dificil não ficar emocionado com a alegria desse adepto, o qual pode personificar qualquer um de nós, adeptos de um clube, quando vê a sua equipa atingir um título inédito na história do clube, e foi assim mesmo que fiquei ontem enquanto assistia à entrega da Taça UEFA aos jogadores do Sevilha e num canto da televisão surgia a festa dos adeptos sevilhistas numa qualquer praça da cidade espanhola onde se tinham juntado vários milhares de adeptos para assistir ao jogo.

    O jogo de ontem serviu também para vários jogadores darem o grito de emancipação futebolística. Acima de todos, Maresca. O centrocampista italiano, que após alguns jogos muito promissores nos seus primeiros tempos de Juventus não deixou de me provocar um sentimento de desilusão quando foi parar a um clube de 2ª linha do campeonato espanhol, parece apostado em mostrar que com 25 anos feitos ainda vai muito a tempo de se afirmar como um dos valores seguros do futebol europeu. Ontem, no duelo com Rochemback e Boateng, levou claramente a melhor e terá passado sobretudo pelo jogador italiano e pelas descidas de Daniel Alves, devidamente apoiadas pelo pequeno e rápido Jesus Navas, a superioridade espanhola verificada no resultado final.

    Não quero no entanto esquecer de dar a devida importância à táctica suicida de McLaren que, qual Director Técnico de uma equipa de F1 que mesmo sabendo que os seus carros estão com falta de gasolina diz aos condutores para carregarem no acelerador, jogou a última meia hora de jogo com quatro avançados, mesmo que dois deles partissem de posições exteriores e se pôs desta forma a jeito para ser cilindrado por uma equipa que não pode nem deve ser comparada a qualquer equipa romena ou suiça.

    Além de ter sido poupado à expulsão, o que seria um castigo talvez excessivo para um jogador que juntou a goleada de ontem à agonia da derrota da época passada realizada precisamente no estádio do clube cujas cores defendia na altura, penso que passou também pelo sub-rendimento do brasileiro parte da culpa do Middlesbrough ter perdido ontem. Não que eu pense ser ele o maior culpado da situação, já que cedo se viu entregue ao disparate quando o treinador (re)começou a louca roda-vida de entrada de atacantes por jogadores de mais contenção, além de não podermos esquecer a grande penalidade que o árbitro se esqueceu de apitar quando Viduka (outro dos culpados pelo nulo da equipa no fim do jogo) foi nitidamente carregado na àrea quando a vantagem espanhola ainda se cingia ao golo marcado pelo ex(?)-fabuloso.

    Ficou igualmente por provar o motivo pelo qual Van Basten prefere Boateng a Seedorf. Mas isso serão contas de outro rosário e talvez as razões sejam mais obscuras do que a directa comparação entre o valor futebolistico dos dois jogadores pode dar a entender. Eu disse "talvez"?

    Por terras lusas, ou melhor africanas, o Benfica vai fazendo o fim de festa ("festa" AH AH), enquanto por cá os adeptos e os jornalistas, ou melhor os jornalistas e os adeptos, vão tentando adivinhar o sucessor de Koeman no comando técnico dos encarnados. Por mim e seja qual for o nome do chosen-one já decidi que mais do que traçar perfis ou lançar expectativas tantas vezes originadoras de decepções futuras, estarei de olhos bem abertos para saber se a mudança de técnico será a única das alterações propostas pelos gestores do futebol benfiquista para eliminar tudo aquilo que correu menos bem na época seguinte à da conquista do campeonato. Se assim for então ficaremos a saber duas coisas: 1- na opinião da dupla V&V residia no técnico holandês a origem de todos os males; 2- têm a inteligência dos adeptos benfiquistas em pouca conta .

    Badabing, um dos membros fundadores deste blog, decidiu deixar de nos deliciar com os seus textos. A falta de tempo foi a razão invocada, e não admito que comparem esta explicação às decisões meramente familiares dos técnicos que abandonam os clubes no final da época e optam por este discurso para esconder outros motivos, menos confessáveis à opinião pública. Não, neste caso foi mesmo a falta de tempo. Obrigado Badabing, terás a porta entreaberta para regressares quando quiseres/puderes.

    urra...apre merece os encómios actuais por ter posto mãos à obra e desta forma ter alterado alguns pormenores, bem importantes na minha óptica de leitor (sim que eu sou um ávido leitor de tudo o que escrevo), na estrutura deste blog. Agora só falta me (nos) presentear com um escrito relativamente longo e abrangente sobre o futebol mundial.

    As desculpas ficam para o fim, espero conseguir resolver em meados do próximo mês a falta de tempo com que me tenho deparado nas últimas semanas e que me têm impedido de escrever sobre vários assuntos sobre os quais tenho opinião (Paulo Bento, Adriaanse, Ginola, Bergkamp, Borussia Monchengladbach, etc) , pelo que mais do que eliminar este blog dos favoritos aconselho a que fiquem com ele debaixo de olho porque ele tem tudo aquilo que os grandes blogs mundiais têm, ou então simplesmente por uma questão de caridade.

quinta-feira, abril 27, 2006

    E os golos?

    VS

    Quem diria que o Arsenal iria alcançar a final da Liga dos Campeões, logo na pior época de Arsene Wenger ao serviço da equipa londrina? A proeza ganha outro significado, chegando a parecer uma estória escrita por alguém com tendência para a utilização de cambiantes irónicos, quando sabemos que Lehmann, o guarda-redes que se prepara para defender a baliza da selecção germânica no próximo Mundial, está há mais de 700 minutos (!) sem sofrer golos na Liga dos Campeões. A piéce de resistance deste argumento é a constatação de que à frente do alemão estão homens que no principio da época eram encarados como segundas escolhas e que eram frequentemente utilizados como arma de arremesso contra Wenger, devido à proveniência destes jogadores ser quase exclusivamente o campeonato francês.

    Foi tudo menos uma exibição à inglesa aquela que permitiu ao Arsenal passar incólume na sua visita à geralmente pacata cidade de Villareal. Tanto assim foi que o singular remate de Henry, em jogada de cunho pessoal já no dealbar da partida, foi a unica situação na qual pareceu que os gunners estavam realmente interessados em visar a baliza adversária no jogo de terça-feira. O penalty ingloriamente falhado por Riquelme acaba por ser uma benesse dificil de justificar quando temos presente o fraco peculio atacante supracitado.

    Diga-se em abono da verdade que o jogador argentino não se conseguiu libertar do estigma de ser um jogador pouco dado aos grandes palcos, parecendo-lhe faltar capacidade competitiva que lhe permita colocar ao serviço da equipa todo o seu reportório técnico quando ela mais precisa. Embora não esquecendo que nunca o submarino amarelo poderia ter chegado onde chegou sem o seu contributo, restam naturais duvidas sobre o destino que irá ter a carreira de Juan Roman. Resposta a ser dada no próximo Mundial ou em Manchester nas próximas épocas?

    Só para concluir, devo dizer que acaba por ser melhor para a competição (seja lá isso o que for) a não-qualificação para a final de 2 equipas do mesmo país. Retiraria aquela dose de luta entre povos e embate de tipos de futebol distintos que já de si se encontram cada vez mais esbatidos com a autêntica sociedade das nações que os planteis das equipas europeias vão sendo.

    Na outra meia-final, a mais aguardada e por muitos considerada a final antecipada da competição, cabia aos italianos a necessidade de atacar e rectificar a desvantagem trazida de Milão, já de si um contra-senso quando sabemos que não é neste papel que eles se sentem mais confortáveis, enquanto os espanhois ficavam incumbidos de demonstrar novamente em campo que são muito mais do que simplesmente uma equipa formada por grandes jogadores de carácter ofensivo, que só tem olhos para a baliza adversária e não possui grandes argumentos quando não tem a posse de bola. Já o haviam feito anteriormente e esta partida não foi diferente. Além do mais contaram com a feliz coincidência de terem sido mais uma vez bafejados com uma decisão muito controversa do árbitro quando Puyol, Edmilson e Iniesta por uma vez não conseguiram manietar a jogada dos milaneses.

    Aliás, gostava aqui de realçar o trabalho do centrocampista espanhol que atingiu a maioridade competitiva (alô Riquelme) quando foi chamado a suprimir a ausência prolongada de Xavi, o que levantará inclusivamente algumas questões a Aragonez quando chegar a hora de escolher o 11 inicial para o primeiro jogo da Espanha no Mundial da Alemanha. Dizer igualmente que Iniesta teve que recuar no terreno e reinventar-se como jogador para agarrar a oportunidade, podendo facilmente ser feita uma analogia com um jogador que estava do outro lado na quarta-feira: Andrea Pirlo.

    Do lado milanês e estando Shevshenko refém da sua condição fisica, ou não fosse o ucraniano, tal como...Kaká, um jogador que precisa de estar em forma para desenvolver o seu tipo de futebol, restava aguardar um lance fortuito que ajudasse a empatar a eliminatória. Torna-se dificil compreender como Ancelotti conseguiu a proeza de manter estes 2 jogadores em campo os 90 minutos, quando foram precisos pouco mais de 45 para se chegar à conclusão que o sub-rendimento destes estava a influenciar os restantes.

    Entretanto deseja-se deste lado que os ultimos jogos não venham desmistificar a ideia de que a conquista da Liga dos Campeões por parte do Barcelona seria a vitória do belo futebol sobre o cinzentismo que teima em surgir nos grandes palcos, estando nas mãos de Rijkaard e Wenger a resposta a esta equação. Os 180 minutos sem golos que ambos ajudaram a proporcionar nestes 2 dias de futebol não auguram nada de bom. Desmintam-me, por favor.

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